Preços do café recuavam em mais de 1% na manhã desta 6ª feira diante melhor perspectiva de oferta
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Uma melhor oferta global de café segue pressionando os futuros para baixo, e as bolsas internacionais recuavam em mais de 1% na manhã desta sexta-feira (27).
Na última quarta-feira (25), o Rabobank informou que a produção mundial de café deve atingir o recorde de 180 milhões de sacas na safra 2026/27, um aumento de cerca de 8 milhões de sacas em relação ao ano anterior.
No dia 5 de fevereiro, a Conab estimou que a produção brasileira em 2026 aumentará 17,2% em relação ao ano anterior, atingindo o recorde de 66,2 milhões de sacas, com a produção de arábica subindo 23,2% em relação ao ano anterior, para 44,1 milhões de sacas, e a produção de robusta crescendo 6,3% em relação ao ano anterior, para 22,1 milhões de sacas.
Boletim do Escritório Carvalhaes pontua que as chuvas mais intensas que vêm caindo desde meados do último mês de janeiro sobre os cafezais do Brasil, levam os operadores internacionais a trabalharem então com a expectativa de uma safra brasileira recorde em 2026, o que vem estimulando o recuo das cotações em NY e Londres. "Se o tempo continuar a ajudar poderemos colher, em média, uma safra maior que a de 2025. As chuvas devem proporcionar uma produção melhor com o crescimento mais vigoroso dos frutos e uma queda menor nessa fase de maturação. No entanto, as precipitações não levará ao aparecimento de novos frutos, além dos já formados no semestre passado, e nem recuperará o que já perdemos do potencial para esta safra com a queda de flores e frutos", completa ainda o documento.
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Informações do relatório da Federação Nacional dos Cafeicultores da Colombia no Vietnã, o mercado permaneceu calmo em meio às celebrações do Ano Novo Lunar, que marcam a chegada do Ano do Cavalo. As condições climáticas foram predominantemente secas durante toda a semana encerrada no dia 20 de fevereiro, embora sejam esperadas chuvas leves e esparsas nas principais regiões produtoras de café nos próximos dias. Nesse contexto, os exportadores reduziram suas ofertas, enquanto os produtores optaram por aguardar uma possível recuperação dos preços.
Perto das 10h (horário de Brasília), o arábica trabalhava com queda de 115 pontos no valor de 284,85 cents/lbp no vencimento de março/26, uma baixa de 560 pontos negociado por 276,70 cents/lbp no de maio/26, e um recuo de 545 pontos no valor de 271,95 cents/lbp no de julho/26.
O robusta registrava uma perda de US$ 9 cotado por US$ 3,680/tonelada no contrato de março/26, uma desvalorização de US$ 38 no valor de US$ 3,601/tonelada no de maio/26, e uma queda de US$ 41 no valor de US$ 3,528/tonelada no de julho/26.
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