Trigo recua mais de 2% na CBOT nesta segunda (2) com realização de lucros e pressão das exportações dos EUA
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O mercado do trigo encerrou o pregão desta segunda-feira (2) em queda na Bolsa de Chicago (CBOT), pressionado por realização de lucros após os ganhos recentes e por dados que indicaram ritmo mais fraco nas vendas externas norte-americanas.
No fechamento, o contrato março/26 foi cotado a US$ 5,74/bu, com negativa de 166 pontos, o que representa recuo de cerca de 2,82% em relação à última cotação. O vencimento maio/26 fechou a US$ 5,77/bu, com baixa de 142 pontos, equivalente a aproximadamente 2,40%. Já o contrato julho/26 finalizou as negociações a US$ 5,85/bu, com desvalorização de 132 pontos, o que representa um recuo de cerca de 2,21%.
O movimento de queda acompanha um comportamento técnico observado logo no início da sessão, quando o complexo do trigo devolveu parte das altas registradas na sexta-feira anterior, refletindo fluxo de realização de lucros por parte de fundos e investidores após os contratos terem liderado ganhos na última semana. Segundo análise de mercado, os futuros de trigo mostraram perdas generalizadas nesta manhã, com quedas de 15 a 16 cents em boa parte dos contratos na CBOT ao longo do dia.
Outro fator que contribuiu para a pressão vendedora foi o desempenho das exportações norte-americanas no relatório semanal do USDA, que mostrou embarques mais fracos em comparação com a semana anterior e abaixo das expectativas de mercado, o que tende a moderar o apetite comprador neste começo de mês.
Além disso, a previsão de chuva em partes das Planícies dos Estados Unidos nesta semana reduziu parte das preocupações climáticas imediatas sobre as lavouras de trigo de inverno, aliviando parcialmente o prêmio de risco que vinha sustentando preços mais elevados nas últimas sessões.
No mercado interno brasileiro, segundo os últimos dados do Cepea disponíveis para início da semana, as cotações refletem o comportamento local diante das oscilações internacionais. No Paraná, a tonelada de trigo estava sendo negociada em torno de R$ 1.170,00, enquanto no Rio Grande do Sul o preço médio se aproximava de R$ 1.060,00 por tonelada. Esses valores, consolidados no início de março, mostram influência tanto do cenário global como da dinâmica regional de oferta, demanda da indústria moageira e custos logísticos.
Com o fechamento negativo na CBOT, o mercado de trigo encerra o dia ajustando posições técnicas e absorvendo os principais indicadores de demanda externa, clima e fluxo de exportações que deverão orientar o comportamento dos preços nos próximos pregões.
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