Trigo abre em baixa na CBOT nesta quarta-feira (4) enquanto mercado monitora cenário externo e preços no Brasil

Publicado em 04/03/2026 09:46 e atualizado em 04/03/2026 10:22

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O mercado do trigo iniciou a sessão desta quarta-feira (4) em queda na Bolsa de Chicago (CBOT), ampliando o movimento negativo observado no fechamento da véspera. Os investidores seguem ajustando posições enquanto acompanham fatores geopolíticos e fundamentos de oferta e demanda.

Na abertura, o contrato março/26 foi cotado a US$ 5,71/bu, com baixa de 32 pontos. O vencimento maio/26 iniciou a US$ 5,70/bu, com recuo de 30 pontos. Já o contrato julho/26 abriu a US$ 5,80/bu, registrando desvalorização de 32 pontos.

O movimento ocorre em um ambiente de maior cautela nos mercados globais. As tensões no Oriente Médio continuam elevando a volatilidade nas commodities, especialmente via impacto nos preços do petróleo e no custo dos fretes internacionais. Historicamente, conflitos na região afetam o mercado agrícola principalmente pelo encarecimento da energia e dos fertilizantes, além de aumentarem o prêmio de risco nos mercados futuros. No entanto, até o momento, não há interrupção direta na oferta global de trigo, o que limita movimentos mais acentuados nas cotações do cereal.

No Brasil, os preços seguem firmes no mercado físico, conforme dados do Cepea/Esalq. No Paraná, o preço médio do trigo foi de R$ 1.185,88 por tonelada em 03/03/2026, com alta diária de 0,30% e avanço de 0,66% no mês. No Rio Grande do Sul, a média foi de R$ 1.095,20 por tonelada, estável no dia e com variação mensal negativa de 0,32%.

Segundo análise do Cepea, a sustentação dos preços internos está ligada à oferta ajustada no mercado disponível e à postura cautelosa dos vendedores, enquanto compradores atuam de forma pontual. O Centro de Estudos também destaca que as oscilações externas e cambiais seguem sendo determinantes para a formação dos valores no mercado doméstico.

Assim, o mercado inicia esta quarta-feira equilibrando a pressão negativa vinda de Chicago com a firmeza observada nas praças brasileiras, em um cenário que continua sensível tanto ao ambiente internacional quanto aos fundamentos internos.
 

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Por:
Priscila Alves
Fonte:
Notícias Agrícolas

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