Países do norte da Europa concordam em elaborar planos conjuntos de evacuação em crise ou conflito militar

Publicado em 04/03/2026 14:41 e atualizado em 04/03/2026 15:17

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ESTOCOLMO, 4 Mar (Reuters) - Dez nações do norte da Europa concordaram em se preparar para possíveis retiradas transfronteiriças de civis em caso de crise ou conflito militar na região, numa tentativa de tirar lições da guerra na Ucrânia, anunciou a Suécia nesta quarta-feira.

Os 10 países prepararão conjuntamente planos que abrangem transporte, controles de fronteira, corredores de viagem e outros assuntos.

Alemanha e Polônia, juntamente com outros membros da Otan, como Estônia, Letônia, Lituânia, Suécia, Noruega, Finlândia, Islândia e Dinamarca, intensificaram seus planos nos últimos anos para um possível conflito armado futuro com a Rússia.

“A experiência da Ucrânia mostrou que os movimentos temporários da população permitem a defesa contínua do país, ao mesmo tempo que protegem os civis”, afirmou o Ministério da Defesa da Suécia em um comunicado anunciando o acordo do norte da Europa.

Milhões de pessoas fugiram da Ucrânia nos quatro anos desde a invasão em grande escala da Rússia em fevereiro de 2022, a maioria delas buscando refúgio em outros países europeus enquanto o conflito em seu país continua.

A Suécia afirmou que, além dos corredores de transporte e viagem, o planejamento para evacuações transfronteiriças incluirá o acolhimento e o registro de pessoas e a proteção de grupos vulneráveis.

“O objetivo do acordo é melhorar a proteção da população civil em caso de crises graves ou, na pior das hipóteses, de guerra”, afirmou.

O Kremlin tem afirmado repetidamente que a Rússia não deseja invadir países da Otan.

Estônia, Letônia e Lituânia firmaram no ano passado um acordo semelhante entre si, elaborando planos de contingência para lidar com a possibilidade de centenas de milhares de pessoas fugirem de um aumento das tropas russas ou de um ataque.

A Finlândia, que partilha uma fronteira de 1.340 quilômetros com a Rússia, assinou em 2024 um acordo semelhante com a Suécia.

(Reportagem de Anna Ri)

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Fonte:
Reuters

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