Mapa discute demandas do setor orizícola do Rio Grande do Sul com entidades instituições financeiras
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), por meio da Secretaria de Política Agrícola (SPA), realizou nesta quinta-feira (12) uma reunião por videoconferência com representantes do setor orizícola do Rio Grande do Sul, instituições financeiras e cooperativas de crédito para discutir medidas relacionadas aos vencimentos dos financiamentos de custeio da produção de arroz no estado em 2026.
O encontro deu continuidade à reunião realizada em 3 de março, coordenada pelo ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, com representantes do setor, cujo foco foi a adoção de medidas de apoio à cadeia produtiva.
Durante a reunião, representantes do setor produtivo reforçaram as preocupações com o nível de endividamento e com a capacidade de pagamento das parcelas de custeio, diante das dificuldades de liquidez enfrentadas pelos produtores de arroz, sobretudo em razão dos baixos preços de mercado neste período de concentração da colheita.
Entre os pontos debatidos, estiveram propostas relacionadas à governança e à operacionalização do crédito rural, possíveis ajustes nos mecanismos de parcelamento das operações e a avaliação de limites operacionais aplicáveis às linhas de financiamento, com o objetivo de ampliar a previsibilidade e a sustentabilidade financeira da atividade.
Participaram da reunião representantes da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), da Federação das Associações de Arrozeiros do Rio Grande do Sul (Federarroz), além de associações e cooperativas de produtores. Também estiveram presentes representantes de instituições financeiras como Banco do Brasil, Banrisul, Sicredi e Sicoob.
Pelo Mapa, participaram o secretário de Política Agrícola, Guilherme Campos; o secretário-adjunto, Wilson Vaz de Araújo; o diretor de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, Tiago Dahdah; e o coordenador-geral de Crédito Rural, João Cláudio da Silva Souza.
Durante a reunião, as instituições financeiras manifestaram conhecimento e sensibilidade em relação à situação enfrentada pelos produtores de arroz e demonstraram disposição para realizar as prorrogações que se fizerem necessárias, nas condições originalmente contratadas e em prazos compatíveis, mediante análise caso a caso. Os normativos previstos no Manual de Crédito Rural já contemplam essa possibilidade, permitindo a adoção das medidas.
Segundo Guilherme Campos, o Mapa continuará dialogando com o setor produtivo e com o sistema financeiro. “Vamos seguir avaliando alternativas que contribuam para o fortalecimento da atividade orizícola e para o aperfeiçoamento dos instrumentos de política agrícola”, destacou.
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