Soja fecha em alta na Bolsa de Chicago, mas abaixo dos R$ 130/sc nos portos do BR nesta 5ª feira
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Os preços da soja encerraram a sessão desta quinta-feira (19) em campo positivo na Bolsa de Chicago, sustentados principalmente pelo forte desempenho do farelo de soja, que liderou os ganhos dentro do complexo. Os futuros do derivado terminaram o dia com mais de 3% entre as posições mais negociadas, levando o vencimento maio a US$ 332,50 por tonelada curta. Esse avanço mais intenso do derivado contribuiu diretamente para sustentar os preços do grão, uma vez que reforça a demanda pelo processamento e melhora as margens da indústria.
"O farelo da soja ganhou força em Chicago com fundos migrando do óleo para o farelo, elevando os preços do derivado. Além do fundamento técnico, o mercado também acompanha outros desdobramentos. Na América do Sul, os prêmios seguem firmes diante da baixa oferta, especialmente na Argentina com farmer selling lento. No Brasil, entraves logísticos e restrições fitossanitárias limitam exportações e sustentam os preços do farelo", afirma a equipe de análises da Agrinvest Commodities.
Os principais contratos da oleaginosa registraram avanços de pouco mais de 6 pontos, com o vencimento maio/26 fechando com US$ 11,68 por bushel, enquanto o julho foi a US$ 11,83. O movimento dá sequência ao viés positivo recente, em meio a um cenário ainda influenciado por fatores técnicos e externos.
Além disso, o mercado segue atento ao ambiente macroeconômico e geopolítico, que continua influenciando o fluxo de investimentos em commodities. Ainda assim, o fechamento positivo desta quinta-feira reforça a sustentação técnica dos preços em Chicago, com o farelo assumindo papel central na formação das cotações.
Ainda na sessão desta quinta-feira, na contramão, os futuros do óleo de soja fecharam em queda na Bolsa de Chicago, com perdas de 0,2% a 0,3% nos vencimentos mais negociados. O maio fechou o dia 65,41 cents de dólar por libra-peso e o julho com 65,23 cents/lb. O óleo recuou durante todo o dia, mesmo com fortes altas sendo registradas pelo petróleo, principalmente o brent. Ao final dos negócios, porém, o petróleo fechou a quinta-feira no vermelho.
MERCADO NACIONAL
Apesar da alta no cenário internacional, o repasse para o mercado físico brasileiro ainda ocorre de forma limitada, condicionado por fatores como prêmios, câmbio e ritmo de comercialização. E assim, tanto nos portos, quanto no interior do país, os indicadores pouco se movimentaram.
O dólar voltou a recuar, fechou com 0,6% e foi a R$ 5,22, também exercendo a pressão sobre as cotações no mercado brasileiro. Os prêmios permanecem negativos, limitando ainda mais uma possibilidade de recuperação, ao menos por enquanto, no país. No porto de Paranaguá, a soja encerrou a quinta-feira abaixo dos R$ 130,00 por saca, com R$ 127,00 no disponível e R$ 129,00 para abril. O mesmo aconteceu no terminal de Rio Grande, com R$ 128,00 e R$ 129,00 por saca, respectivamente.
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