Sanidade na Suinocultura: Coreia do Sul intensifica medidas contra avanço da Peste Suína Africana em 2026
A Coreia do Sul enfrenta um novo agravamento sanitário na suinocultura em 2026, diante da intensificação dos casos de Peste Suína Africana (PSA). Apenas nos três primeiros meses do ano, aproximadamente 148 mil suínos foram abatidos em 24 granjas afetadas, refletindo a severidade dos surtos recentes e o impacto direto sobre a produção e a biosseguridade do setor.
Dados do Ministério da Alimentação, Agricultura e Assuntos Rurais (MAFRA) indicam que a maior parte dos focos ocorreu na região nordeste do país, área já conhecida pela presença do vírus em populações de javalis. Ainda assim, registros da doença também foram confirmados em outras províncias, evidenciando a disseminação geográfica do patógeno. Entre os casos identificados no início de 2026, ao menos quatro granjas possuíam plantéis com cerca de 20 mil suínos, o que contribuiu para o elevado volume de abates sanitários.
Histórico da doença e avanço recente dos casos
Desde a introdução da PSA no país, em 2019, foram contabilizadas 55 granjas infectadas até o início de 2026. Após um período de relativa estabilidade em 2025, quando foram registrados apenas seis focos, o cenário atual indica uma retomada da pressão sanitária sobre a cadeia produtiva.
De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), mais de 255 mil suínos já haviam sido sacrificados até o início de fevereiro de 2026. Considerando a evolução dos casos ao longo de fevereiro e março, a tendência é que esse número ultrapasse, em curto prazo, a marca de 300 mil animais abatidos desde o início dos surtos.
Além das ocorrências em granjas comerciais, o vírus também segue ativo na fauna silvestre. Somente em 2026, já foram confirmados 1.022 casos em javalis, concentrados no nordeste da península, reforçando o papel desses animais como reservatórios da doença e fonte contínua de infecção.
Descarte de ração e reforço nas medidas de biosseguridade
Outro fator que elevou o nível de alerta no país foi a identificação do vírus da PSA em ingredientes utilizados na fabricação de ração. Investigações epidemiológicas apontaram a presença do patógeno em produtos que continham plasma suíno, proteína obtida a partir do sangue de suínos. A suspeita é de que matéria-prima proveniente de animais infectados tenha sido incorporada ao processo produtivo.
Diante do risco sanitário, mais de 490 toneladas de ração foram descartadas, além da retirada de produtos do mercado e rastreamento da cadeia de fornecimento. A medida busca evitar a disseminação indireta do vírus por meio da alimentação animal.
Paralelamente, as autoridades intensificaram protocolos de quarentena e biosseguridade em granjas, frigoríficos e fábricas de ração. Inspeções sanitárias adicionais estão sendo conduzidas em todo o território, enquanto testes laboratoriais diários são realizados em suínos abatidos em 64 unidades de processamento, ampliando a vigilância epidemiológica e a capacidade de resposta rápida a novos focos.
O cenário reforça a complexidade do controle da PSA em sistemas produtivos com elevada densidade animal e interação com fauna silvestre, exigindo medidas contínuas de monitoramento, rastreabilidade e controle sanitário rigoroso no setor de suinocultura.
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