Milho perde força e fecha em campo misto em Chicago; B3 tem nova sessão de baixas
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As baixas do milho na B3 continuaram a ser registradas na B3 nesta segunda-feira (13) e o mercado do cereal fechou o dia no vermelho.
O mercado vinha pressionado ainda por uma combinação de fatores. O avanço do plantio da segunda safra de milho no Brasil, a melhora das condições do clima em parte das principais regiões produtoras e o dólar enfraquecido - que já testa patamares levemente abaixo dos R$ 5,00 - pesam sobre as cotações no cenário nacional.
"O câmbio em R$ 5,00 encarece a originação e reduz a competitividade do agro brasileiro. Para a soja, o impacto é limitado pela falta de alternativas globais, já o milho é mais afetado, com exportadores menos posicionados do que no ano passado. O farmer selling está em 28%, igual ao ano anterior, mas com menor participação dos tradings. O custo elevado de originação pressiona o programa de exportação da safrinha", informa a Agrinvest Commodities.
Além disso, os futuros sentem também a reta final da colheita da safra de verão do milho e a chegada desta oferta ao mercado, em um momento em que a demanda é presente, porém, estando um pouco mais contida.
Outro fator importante sendo registrado pelo mercado, por outro lado, é o das exportações brasileiras. No acumulado das duas semanas de abril, contabilizando sete dias úteis, os números chegam a 297,83 mil toneladas.
BOLSA DE CHICAGO DE LADO
Na Bolsa de Chicago, ao contrário da B3, as cotações subiram durante o dia, porém, foram perdendo um pouco de força e fecharam o pregão desta segunda-feira com estabilidade, em campo misto. O maio ficou sem variação, com US$ 4,41, enquanto o julho subiu para US$ 4,51, com alta de 0,50 ponto e o setembro, com queda de 0,50 ponto, fechou o dia com US$ 4,55 por bushel.
O mercado na CBOT também acompanhou de perto a movimentação cambial, mas sentiu mais forte as notícias vindas do Oriente Médio - e no recente bloqueio militar do estreito de Ormuz pelos EUA depois da falta de avanço das negociações com o Irã na reunião do último sábado (11) no Paquistão - e no avanço intenso que o trigo marca nesta segunda-feira.
Os futuros do grão concluiram o dia com mais de 1,8% de alta, ajudando, portanto, a dar suporte aos ganhos observados no milho neste início de semana.
Ainda de acordo com a Agrinvest, o petróleo em alta esteve no radar dos traders, uma vez que "resultam no aumento do cursos de produção dos grãos e faz crescer o risco de redução de área de trigo nos EUA, com o USDA projetando a menor área para o ceereal desde 1919". Ao longo do dia, o trigo subiu mais de 2%.
"Ainda assim, o mercado (do trigo) carrega pressão de oferta e acumula queda superior a 5% nas últimas semanas", complementa a equipe de análises da Agrinvest.
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