PF prende ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa em investigação relacionada ao Banco Master, dizem fontes

Publicado em 16/04/2026 07:49 e atualizado em 16/04/2026 08:37

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BRASÍLIA, 16 Abr (Reuters) - A Polícia Federal prendeu na manhã desta quinta-feira o ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa em investigação relacionada ao Banco Master, informaram fontes que acompanham a operação.

A prisão faz parte da quarta fase da operação Compliance Zero, que iniciou em novembro do ano passado com a investigação dos esquemas envolvendo o Banco Master, do empresário Daniel Vorcaro, hoje preso. A instituição foi liquidada pelo Banco Central no mesmo mês.

Também foi preso o advogado Daniel Monteiro, ligado a Vorcaro de acordo com uma das fontes.

Segundo nota da PF, que não cita nomes dos alvos da operação, policiais federais cumprem dois mandados de prisão preventiva e sete mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF), no Distrito Federal e em São Paulo, relacionados ao pagamento de "vantagens indevidas que teriam sido destinadas a agentes públicos". 

Procurada, a defesa de Costa não respondeu. O ex-executivo tem dito, desde o início das investigações, que não cometeu qualquer irregularidade.

De acordo com uma das fontes, a investigação indica que Costa teria recebido propinas para facilitar a relação do Master com o BRB. Já Monteiro é acusado de redigir contratos fraudulentos e criar mecanismos para esconder o pagamento de propinas ao ex-presidente do BRB.

Estão sendo investigados os crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, crimes financeiros e organização criminosa.

Costa foi afastado da presidência do BRB em novembro, depois da primeira fase da operação. Durante a crise do Master, o BRB, banco estatal do governo do Distrito Federal, apareceu como principal interessado em comprar o Master, mas a operação foi barrada pelo Banco Central por não apresentar viabilidade econômica.

Ainda assim, o BRB tem cerca de R$ 15 bilhões em ativos ligados ao Master, o que gerou prejuízos e levou à necessidade de uma capitalização.

(Reportagem adicional de Rodrigo Viga Gaier, no Rio de Janeiro, e de Luciana Magalhães, em São Paulo; Edição de Eduardo Simões)

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Fonte:
Reuters

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