Trigo tenta se sustentar em alta, mas mercado global ainda impõe cautela ao produtor brasileiro
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O mercado do trigo iniciou a sessão desta sexta-feira (17) com leve alta na Chicago Board of Trade (CBOT), em um movimento mais contido após as fortes oscilações registradas nos últimos dias, mantendo o produtor brasileiro atento ao ritmo das negociações.
Na abertura, o contrato maio/26 foi cotado a US$ 6,00/bu, com alta de 160 pontos. O julho/26 operava a US$ 6,08/bu, com valorização de 20 pontos, enquanto o setembro/26 era negociado a US$ 6,20/bu, também registrando alta de 20 pontos nas primeiras negociações do dia.
O avanço, ainda que moderado, ocorre em um ambiente de mercado que segue sensível às condições globais de oferta. A revisão para baixo da safra de trigo da Ucrânia, importante exportador mundial, trouxe suporte aos preços, embora a produção ainda deva ser uma das maiores desde 2022, o que limita movimentos mais agressivos de alta.
Além disso, o mercado segue monitorando o equilíbrio entre oferta e demanda global, com estoques ainda considerados confortáveis em algumas regiões, o que mantém o viés de cautela entre os investidores.
No Brasil, o cenário continua sendo sustentado por fatores internos. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a oferta restrita no mercado disponível e a demanda ativa por parte dos moinhos seguem dando suporte aos preços domésticos, especialmente neste período de entressafra.
A necessidade de reposição de estoques por parte da indústria, somada à postura mais retraída dos produtores nas vendas, mantém o mercado firme e com pouca disponibilidade imediata de produto, o que reduz a pressão de baixa.
Para o produtor rural brasileiro, o momento é de atenção estratégica. Apesar da alta em Chicago, o mercado ainda não apresenta uma tendência consolidada, sendo influenciado por fatores externos como produção global e clima, além da dinâmica interna de oferta e demanda.
Assim, a abertura desta sexta-feira reforça um cenário de equilíbrio delicado, onde pequenas mudanças no ambiente internacional podem gerar impactos diretos nas oportunidades de comercialização no Brasil.
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