Planejamento e manejo integrado ditam o ritmo da cana na safra 2026
Em meio a um ambiente cada vez mais desafiador para o setor canavieiro, a construção de produtividade passa, necessariamente, por decisões estratégicas tomadas ainda no início do ciclo da cultura. Pressões crescentes de plantas daninhas, a presença silenciosa de nematoides e o avanço de doenças exigem uma abordagem mais integrada, técnica e preventiva no manejo.
É nesse contexto que a BASF Soluções para Agricultura estrutura sua estratégia para 2026, conectando inovação, consistência técnica e proximidade com a realidade do campo. A proposta é clara: oferecer soluções que atuem de forma complementar ao longo de todo o ciclo da cana-de-açúcar, contribuindo para produtividade, rentabilidade e longevidade do canavial.
Segundo Rafael Milleo, gerente de Marketing de Cultivos para Cana, Café e Amendoim da empresa, o foco está em responder aos principais gargalos da cultura. “O setor canavieiro convive com desafios que exigem antecipação e precisão no manejo, especialmente no controle de plantas daninhas, na mitigação de nematoides e na sanidade ao longo do desenvolvimento da lavoura”, afirma.
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O início do ciclo define o potencial produtivo
O ponto de partida para uma lavoura produtiva está no estabelecimento inicial da cultura. É nesse momento que a cana precisa se desenvolver sem competição e sem estresse para expressar seu potencial máximo.
A chamada matocompetição segue como um dos principais fatores de perda de produtividade. Plantas daninhas disputam água, luz e nutrientes justamente na fase mais sensível da cultura, comprometendo o arranque inicial e limitando o desenvolvimento ao longo de todo o ciclo.
De acordo com André Mattiello, gerente de Desenvolvimento de Mercado da BASF, erros no manejo inicial ainda são comuns. “Subestimar a matocompetição ou realizar intervenções tardias impacta diretamente o vigor da planta. Além disso, a ausência de um programa integrado e a escolha inadequada de herbicidas, sem considerar fatores como umidade e tipo de solo, comprometem a eficiência do controle”, explica.
Inovação no manejo de daninhas
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Dentro dessa estratégia, o herbicida pré-emergente Prowl® H2O surge como uma das principais apostas para a safra. A tecnologia reúne amplo espectro de controle, ação residual prolongada e formulação microencapsulada à base de água, trazendo ganhos tanto agronômicos quanto operacionais.
Na prática, segundo Mattiello, o produto se destaca pelo controle eficiente de gramíneas, alta seletividade e consistência em diferentes condições de campo. “Quando bem posicionado, entrega uma base sólida para o arranque da cultura, reduzindo a necessidade de intervenções adicionais e aumentando a previsibilidade do manejo”, destaca.
A formulação à base de água também reforça o alinhamento com demandas atuais do setor, como segurança operacional e sustentabilidade, sem abrir mão da performance.
Nematoides: o desafio invisível
Outro ponto crítico no sistema produtivo é a presença de nematoides. Invisíveis a olho nu, esses organismos atuam diretamente no sistema radicular, comprometendo a absorção de água e nutrientes.
Estudos de campo indicam que as perdas podem variar entre 15% e 30% da produtividade, com impacto cumulativo ao longo dos cortes. Ainda assim, o problema muitas vezes passa despercebido, já que os sintomas podem ser confundidos com outras limitações agronômicas.
Nesse cenário, o uso de tecnologias preventivas ganha relevância. O nematicida biológico, Votivo ® Prime atua diretamente na rizosfera, formando uma barreira que dificulta a multiplicação dos nematoides e, ao mesmo tempo, estimula o desenvolvimento radicular.
“O produto contribui para um sistema radicular mais robusto e funcional, aumentando a eficiência da planta e sua capacidade de resposta ao longo do ciclo”, explica Mattiello.
Sanidade e longevidade do canavial
Ao longo do ciclo, a sanidade da cultura se torna determinante para sustentar produtividade. Doenças como ferrugens e outros patógenos foliares reduzem a área fotossintética e impactam diretamente o rendimento da lavoura.
Assim cresce o alerta para um complexo associado à murcha e à queima de plantas, envolvendo patógenos como Colletotrichum e Epicoccum.
Nesse contexto, o fungicida Melyra® se posiciona como uma ferramenta estratégica dentro do manejo. A solução atua não apenas no controle de doenças, mas também na promoção da eficiência fisiológica da planta – trazendo incremento de produtividade.
Um dos diferenciais está na ação da molécula Revysol®, com exclusivo efeito Power Flex, que contribui para reduzir processos como a isoporização, fenômeno que compromete o acúmulo de sacarose e aumenta a fibrosidade da cana.
“O manejo fitossanitário deixa de ser apenas corretivo e passa a ser uma ferramenta de sustentação do canavial ao longo do tempo”, afirma Milleo.
Manejo integrado como caminho para previsibilidade
Mais do que soluções isoladas, o avanço do setor passa pela integração de estratégias. Essa abordagem integrada permite que solo, raiz e planta trabalhem de forma coordenada, reduzindo perdas, aumentando a uniformidade do canavial e trazendo maior previsibilidade de resultados.
Para a BASF, essa conexão entre tecnologias é o que sustenta a proposta para 2026. “Produtividade começa antes dos sintomas aparecerem. O setor que antecipa o manejo e trabalha de forma estratégica constrói mais consistência ao longo dos ciclos”, reforça Milleo.
Um novo olhar para a próxima safra
Diante dos desafios atuais, a principal mensagem para o setor canavieiro é clara: o sucesso da cultura começa antes mesmo do primeiro problema surgir. Planejamento, conhecimento técnico e escolha adequada das ferramentas são determinantes para o desempenho da lavoura. A integração entre inovação, ciência aplicada e leitura prática do campo tende a ganhar ainda mais espaço, especialmente em um cenário que exige eficiência operacional e resultados consistentes.
Para mais informações sobre as soluções e o portfólio completo para cana-de-açúcar, acesse: https://agriculture.basf.com/br/pt/protecao-de-cultivos-e-sementes/cultivos/cana-de-acucar
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