Milho fecha com leves altas em Chicago nesta 3ª feira e contrato dez/26 acima dos US$ 5/bushel
![]()
O milho fechou o pregão desta terça-feira (12) em alta na Bolsa de Chicago reagindo aos números trazidos pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) em seu boletim mensal de oferta e demanda reportado hoje, mas também motivado pelos mais de 7% de alta do trigo na CBOT. As cotações subiram entre 4,25 e 6,50 pontos, com o julho valendo US$ 4,80 e o dezembro com US$ 5,02 por bushel.
"O Supply & Demand, divulgado hoje, de modo geral teve um viés fortemente altista para trigo, levemente altista para soja e neutro para milho", trouxe o Grupo Labhoro em seu reporte sobre os números desta terça.
Leia mais:
+ Trigo dispara mais de 7% em Chicago e mercado entra em alerta com nova projeção do USDA
+ USDA estima estoques finais de soja da safra nova dos EUA bem abaixo da média das expectativas
Os ganhos foram limitados, no entanto, pela forte altas que os estoques finais dos EUA da safra 2025/26 registraram, de 34,55 para 54,41 milhões de toneladas. "O número é baixista pois indica maior estoque de passagem para a safra 2026/27", afirma a Agrinvest Commodities.
Ainda assim, o USDA trouxe a nova safra americana estimada em 406,29 milhões de toneladas, bem menor do que a safra velha, de 432,34 milhões de toneladas. Os estoques finais da nova temporada são esperados em 49,71 milhões, contra os mais de 54 milhões na atualização para 2025/26. Por outro lado, com uma produção menor, os EUA estimam também uma correção nas suas exportações de 83,82 - da safra velha - para 80,01 milhões de toneladas do cereal.
E os estoques finais globais da safra 2025/26 também foram corrigidos para cima, somando 296,95 milhões de toneladas. Para a safra nova, porém, o número esperado é menor, em 277,54 milhões de toneladas.
O mercado sabe que os números ainda passarão por uma série de revisões, uma vez que, além de serem as primeiras projeções para a safra 2026/27, as lavouras dos EUA estão em pleno desenvolvimento e o clima ainda pode reservar algumas surpresas no Corn Belt.
MILHO SOBE TAMBÉM NA B3
Na B3, as altas foram de 0,3% a 0,6% nos principais vencimentos, levandoo julho a R$ 68,13 e o setembro a R$ 70,60 por saca. O mercado subiu acompanhando os ganhos em Chicago, a leve alta do dólar e de olho ainda no clima da safrinha, que continua preocupando.
As geadas dos últimos dias não acometeram os campos de milho de forma muito severa, porém, os produtores permanecem em alerta e de olho nas previsões. A frente fria perde força nos próximos dias, mas ainda falta chuva em regiões importantes de produção do grão.
0 comentário
Com interesse de compra em alta, futuros do milho sobem em Chicago nesta segunda-feira
Demanda segue dando suporte para altas do milho em Chicago nesta quarta-feira
Entre queda da soja e alta do trigo, milho se apoia na demanda e fecha 5ªfeira com altas em Chicago
Buscando estabilidade após últimas quedas, milho fecha 3ªfeira com ganhos na B3
Futuros do milho seguem subindo na B3 e Brandalizze vê espaço para mais ganhos
Milho sobe na B3 mais uma vez nesta 5ª feira, acompanhando Chicago e o dólar