Soja: Chicago pode retomar negócios em queda nesta noite de 2ª, com pressão do petróleo
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A semana começa com baixa liquidez para o mercado brasileiro da soja, em função da falta da referência da Bolsa de Chicago, que está fechada nesta segunda-feira (25) em função do feriado do Memorial Day nos Estados Unidos. As referências para a formação de preços no Brasil são do fechamento da última sexta-feira (22) na CBOT, ao mesmo tempo em que o dólar cai e exerce alguma pressão adicional sobre as cotações da oleaginosa.
O mercado tem tímidos negócios nesta segunda, portanto, com compradores e vendedores ainda bastante cautelosos, em especial em função da forte baixa do petróleo neste início de semana. Tanto WTI, quanto o brent cedem e perdem os US$ 100,00 por barril, o que deve pressionar as commodities agrícolas na retomada dos negócios após a pausa pelo feriado, sentindo principalmente o óleo de soja na CBOT.
Para Eduardo Vanin, analista de mercado da Agrinvest Commodities e sênior agriculture strategist da Marex, os futuros no pregão noturno deverão registrar um considerável recuo, com a soja em grão podendo perder até uns 10 pontos nos principais contratos.
Além disso, o analista explica que o mercado em Chicago continua esperando a China comprar nos Estados Unidos, depois do acordo firmado entre as duas maiores economias do mundo na reunião em Pequim nas últimas semanas.
Assim, os preços só deverão a testar os níveis de quase US$ 12,30 em Chicago caso venha a efetivação desta informação e com volumes do que a China poderia comprar da safra velha dos EUA ainda nesta temporada. Sem a notícia e com novas quedas, o mercado não deverá se distanciar muito dos US$ 11,80 por bushel.
Além disso, Vanin explica também que a soja brasileira continua mais barata e segue como mais um ponto de influência sobre a formação dos preços.
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