Clima nos EUA e avanço da safrinha no BR derrubam os preços do milho nesta 3ª

Publicado em 02/06/2026 16:36
Futuros na B3 perderam até 1%

Logotipo Notícias Agrícolas

 

O mercado do milho fechou a terça-feira (2) em baixas nas bolsas brasileira e norte-americana. A pressão combinada de fatores climáticos nos EUA com o avanço da colheita da safrinha pesou e criou o cenário perfeito para uma desvalorização simultânea na Bolsa de Chicago e na B3.

No cenário nacional, os futuros do cereal terminaram o dia perdendo entre 0,2% e 1,08%, com o julho fechando com R$ 64,66 e o setembro, R$ 67,02 por saca. 

De acordo com dados de consultorias privadas reportados nos últimos dias, os trabalhos de campo já cobrem mais de 2,4% da área total — um ritmo superior ao registrado no mesmo período do ano passado (1,3%). À medida que as colheitadeiras avançam, principalmente no Mato Grosso e no Paraná, a oferta física começa a crescer no mercado interno.

A produtividade em ambos os estados se mostram bastante positivas e, embora o Brasil apresente problemas pontuais de clima para a segunda safra de milho - como é o caso de Goiás, partes de Minas Gerais, São Paulo e Mato Grosso do Sul - as expectativas ainda indicam uma safra expressiva. 

Além disso, o mercado brasileiro já vinha de bons estoques de passagem e da conclusão recente da safra de verão, o que o deixa com uma oferta mais confortável neste momento. 

Cientes desse fluxo, os grandes compradores, em especial os internos, como indústrias de ração e de etanol, optam por adotar uma postura mais defensiva, ficando em de "compasso de espera", retendo novas compras na expectativa de que os preços caiam ainda mais ao longo de junho e julho.

AS PERDAS EM CHICAGO

Em Chicago, os contratos futuros do milho registraram quedas consistentes, renovando suas mínimas em semanas  no pregão desta terça-feira. As perdas oscilaram entre 3,50 e 6 pontos nos principais contratos, levando o julho a encerrar o dia com US$ 4,40 e o dezembro com US$ 4,66 por bushel. 

O principal combustível para o recuo é o clima favorável no Corn Belt, com boas previsões também para os próximos dias. O tempo mais seco e firme acelerou os trabalhos de campo, permitindo que os produtores americanos concluíssem 93% do plantio da safra 2026, ritmo que supera a média dos últimos cinco anos. 

Além disso, as chuvas recentes trouxeram excelente umidade para o solo, e o mercado projeta que até 67% a 70% das lavouras recém-plantadas sejam classificadas em condições de "boas a excelentes". Com a perspectiva de uma oferta cheia pela frente, os fundos de investimento se posicionam na ponta vendedora.

E as previsões para os próximos dias indicam a volta das chuvas para regiões-chave de produção, em um momento em que a umidade é necessária para o bom desenvolvimento das lavouras. O mapa abaixo, do NOAA - o departamento oficial de clima dos EUA - mostra as chuvas esperadas para os próximos sete dias no país.

Chuvas EUA - 7 dias
Chuvas esperadas para os próximos 7 dias - Mapa: NOAA

"Fundamentalmente, o mercado não identifica neste momento riscos relevantes para a safra de verão dos EUA, com bons volumes de chuva observados recentemente e previsões de precipitações abrangentes para as próximas semanas. A exceção permanece no leste do cinturão agrícola, onde os acumulados projetados continuam mais limitados", afirma o boletim do Grupo Labhoro. 

Já segue nosso Canal oficial no WhatsApp? Clique Aqui para receber em primeira mão as principais notícias do agronegócio
Por:
Carla Mendes | Instagram @jornalistacarlamendes
Fonte:
Notícias Agrícolas

RECEBA NOSSAS NOTÍCIAS DE DESTAQUE NO SEU E-MAIL CADASTRE-SE NA NOSSA NEWSLETTER

Ao continuar com o cadastro, você concorda com nosso Termo de Privacidade e Consentimento e a Política de Privacidade.

0 comentário