Café encerra sessão pressionado em Nova Iorque enquanto mercado segue avaliando o tamanho da safra brasileira

Publicado em 02/06/2026 17:06
Arábica perde força nos principais vencimentos e robusta mantém ganhos em Londres; avanço da colheita continua no centro das atenções

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Os preços do café terminaram a terça-feira (2) com comportamento misto nas bolsas internacionais. Em Nova Iorque, os contratos do arábica fecharam em baixa, refletindo a pressão do avanço da colheita brasileira e o aumento da oferta sazonal. Em Londres, o robusta conseguiu sustentar ganhos moderados.

O contrato julho/26 do café arábica encerrou o pregão cotado a 259,20 cents/lb, com baixa de 140 pontos. O setembro/26 perdeu 135 pontos e fechou a 252,85 cents/lb. Já o dezembro/26 recuou 150 pontos, encerrando o dia a 245,25 cents/lb.

No mercado do robusta, o vencimento julho/26 avançou US$ 24 e terminou negociado a US$ 3.462 por tonelada. O setembro/26 registrou alta de US$ 20, para US$ 3.335 por tonelada, enquanto o novembro/26 subiu US$ 15, fechando a US$ 3.257 por tonelada.

O mercado continuou concentrado no avanço da colheita brasileira, que ganha ritmo nas principais regiões produtoras e aumenta a disponibilidade física de café. A entrada da nova safra segue estimulando movimentos de venda e limitando tentativas de recuperação mais consistente das cotações do arábica.

Ao mesmo tempo, os participantes do mercado seguem avaliando o potencial produtivo da safra brasileira de 2026/27. Apesar das perspectivas de maior produção em relação ao ciclo anterior, ainda há divergências entre estimativas privadas, o que mantém um ambiente de cautela entre compradores e vendedores.

Análises do Escritório Carvalhaes destacam que os estoques globais continuam apertados para cafés de melhor qualidade, enquanto a demanda permanece presente, fatores que ajudam a impedir quedas mais acentuadas das cotações mesmo diante da pressão sazonal da colheita brasileira.

As condições climáticas no Brasil também seguem no radar. Com a chegada do inverno no Hemisfério Sul, o mercado monitora a possibilidade de episódios de frio mais intenso nas áreas produtoras, fator que tradicionalmente aumenta a volatilidade dos preços nesta época do ano.
 

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Por:
Priscila Alves I instagram: @priscilaalvestv
Fonte:
Notícias Agrícolas

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