Trigo abre sexta-feira em alta moderada em Chicago; mercado brasileiro segue atento à oferta restrita
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O mercado do trigo iniciou os negócios desta sexta-feira (5) com leves ganhos na Bolsa de Chicago (CBOT). Por volta das 9h45 (horário de Brasília), os principais contratos operavam em alta, após as fortes quedas registradas nos últimos dias.
As cotações apresentavam o seguinte comportamento:
Julho/26: US$ 5,84/bushel, com alta de 24 pontos.
Setembro/26: US$ 5,97/bushel, com alta de 24 pontos.
Dezembro/26: US$ 6,15/bushel, com alta de 22 pontos.
O movimento de recuperação ocorre após o mercado atingir níveis considerados tecnicamente baixos por parte dos operadores, favorecendo compras de oportunidade. Ainda assim, o cenário internacional segue acompanhado de perto diante da evolução das lavouras nos Estados Unidos e das perspectivas para a oferta global.
No Brasil, o foco continua concentrado na disponibilidade reduzida de trigo durante a entressafra. Segundo pesquisadores do Cepea, os preços avançaram ao longo de maio impulsionados pela menor oferta interna e pela postura cautelosa dos vendedores, que seguem aguardando melhores oportunidades de comercialização.
O levantamento do Cepea mostrou que o preço médio do trigo no Paraná atingiu R$ 1.352,59 por tonelada em maio, alta de 2,6% frente a abril. No Rio Grande do Sul, a média chegou a R$ 1.299,65 por tonelada, avanço de 7,6% no mesmo período.
Além da oferta restrita, os preços domésticos continuam recebendo suporte das preocupações climáticas para o desenvolvimento da nova safra de inverno no Sul do país. Pesquisadores do Cepea destacam que a combinação entre estoques limitados e atenção às condições climáticas mantém o mercado firme neste momento.
A tendência para o restante do dia será acompanhada principalmente pelo comportamento das lavouras norte-americanas e pela evolução das negociações no mercado físico brasileiro, que segue operando com baixa liquidez e preços sustentados pela escassez de produto disponível.
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