Avicultor de postura paulista perde poder de compra pelo segundo mês
O poder de compra do avicultor de postura paulista recuou em maio pelo segundo mês consecutivo frente aos principais insumos da atividade, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A queda ocorreu na relação entre a venda de ovos e a compra de milho e farelo de soja.
Para o produtor de ovos em São Paulo, o dado mostra uma pressão direta sobre a margem da atividade. Embora o recuo tenha ocorrido nos dois insumos, a perda foi mais intensa em relação ao farelo de soja, item importante na composição da ração das aves.
Milho reduz margem de compra
De acordo com o Cepea, considerando o Indicador ESALQ/BM&FBovespa do milho, o avicultor paulista conseguiu adquirir 133,86 quilos do cereal em maio com a venda de uma caixa de ovos brancos. O volume representa queda de 0,9% em relação ao mês anterior.
No caso dos ovos vermelhos, a relação também piorou, mas com menor intensidade. Com a venda de uma caixa do produto, o produtor pôde comprar 153,53 quilos de milho, volume 0,1% abaixo do registrado em abril.
Na prática, essa relação mostra quanto de insumo o produtor consegue adquirir a partir da receita obtida com os ovos. Quando esse poder de compra cai, o custo da alimentação ganha mais peso sobre a atividade, mesmo que os preços dos insumos não avancem de forma isolada.
Farelo de soja pesa mais na relação
A perda foi mais forte frente ao farelo de soja comercializado no mercado de lotes de Campinas (SP). Em maio, o produtor conseguiu adquirir 85,25 quilos do derivado com a venda de uma caixa de ovos brancos, queda de 2,7% em relação a abril.
Para os ovos vermelhos, o poder de compra também diminuiu. A venda de uma caixa permitiu adquirir 97,78 quilos de farelo de soja, recuo de 1,9% na comparação mensal.
O movimento exige atenção do avicultor de postura, já que milho e farelo de soja estão entre os principais componentes da ração e têm impacto direto sobre os custos de produção. Em um cenário de menor poder de compra, o planejamento de compras, a gestão de estoques e o acompanhamento dos preços dos ovos tornam-se ainda mais importantes para preservar a rentabilidade.
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