Café inicia a terça-feira com arábica em alta e robusta em baixa
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O mercado do café iniciou os negócios desta terça-feira (9) com comportamento misto nas bolsas internacionais. Enquanto o arábica avançava em Nova York, o robusta registrava leves baixas em Londres, em um cenário que segue acompanhando a evolução da colheita brasileira, os estoques globais e as condições climáticas nas principais regiões produtoras.
Na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), o contrato julho/26 era negociado a 248,25 centavos de dólar por libra-peso, com alta de 235 pontos. O setembro/26 subia 210 pontos, cotado a 243,75 centavos, enquanto o dezembro/26 avançava 195 pontos, para 236,30 centavos de dólar por libra-peso.
Já em Londres, o robusta operava em queda. O contrato julho/26 era negociado a US$ 3.318 por tonelada, baixa de 15 pontos. O setembro/26 recuava 12 pontos, para US$ 3.248 por tonelada, e o novembro/26 perdia 9 pontos, cotado a US$ 3.180 por tonelada.
Entre os fatores de sustentação para o arábica estão os estoques certificados da ICE, que seguem em níveis historicamente apertados. Segundo levantamento do Escritório Carvalhaes, os estoques caíram mais 7.062 sacas na segunda-feira e somam atualmente 412.422 sacas. Há um ano, o volume era de 820.669 sacas. Desde o início de 2025, a redução acumulada supera 526 mil sacas, evidenciando a restrição da oferta certificada disponível para entrega.
O mercado também monitora o comportamento do dólar. Na segunda-feira, a moeda norte-americana avançou 0,45% e encerrou cotada a R$ 5,18. Um câmbio mais elevado tende a aumentar a competitividade do café brasileiro no mercado internacional e permanece como um fator de suporte para as exportações.
No campo, a colheita avança sob condições favoráveis na maior parte das regiões produtoras. De acordo com a Climatempo, o tempo firme predomina neste início de semana, favorecendo os trabalhos de colheita e secagem dos grãos. No entanto, a chegada de uma frente fria a partir de quarta-feira deve levar chuvas para áreas produtoras do Paraná, São Paulo e sul de Minas Gerais. A persistência da umidade na segunda metade da semana poderá provocar interrupções nas atividades de campo e levantar preocupações sobre a qualidade dos grãos recém-colhidos.
No mercado físico brasileiro, os negócios continuam ocorrendo de forma pontual. Produtores que ainda possuem café disponível seguem demonstrando resistência às atuais bases de preços, enquanto compradores mantêm postura cautelosa diante do avanço da safra e das oscilações das bolsas internacionais.
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