Café dispara nas bolsas e mercado volta a reagir a preocupações com a oferta
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Os preços do café encerraram esta quinta-feira (11) em forte alta nas bolsas internacionais. O mercado ampliou os ganhos observados ao longo do dia diante de preocupações com o potencial produtivo da safra brasileira e da permanência de dúvidas sobre o volume efetivamente disponível nos próximos meses.
Na Bolsa de Nova Iorque, o contrato julho/26 do café arábica fechou cotado a 253,95 cents/lb, com alta de 555 pontos. O setembro/26 avançou 565 pontos, para 250,25 cents/lb, enquanto o dezembro/26 registrou ganho de 595 pontos, encerrando a sessão a 243,20 cents/lb.
Em Londres, o robusta também fechou em alta. O contrato julho/26 avançou 109 pontos, encerrando a sessão a US$ 3.463 por tonelada. O setembro/26 ganhou 98 pontos, para US$ 3.395 por tonelada, enquanto o novembro/26 subiu 97 pontos, fechando a US$ 3.328 por tonelada.
Embora a colheita avance nas principais regiões produtoras do Brasil, o mercado continua acompanhando de perto os resultados da safra. Em Minas Gerais, principal estado produtor do país, os trabalhos seguem em ritmo mais lento que o registrado no ano passado em razão das chuvas observadas em parte do período de colheita.
Segundo análise da Gerência de Desenvolvimento Agrícola (GDA) do Sistema FAEMG, a percepção atual é de que a safra mineira apresenta bom rendimento, mas sem resultados excepcionais. O levantamento destaca ainda que é cedo para confirmar o rendimento médio estadual, já que a colheita e o beneficiamento dos grãos ainda estão em fase inicial.
A análise também aponta preocupação em relação ao percentual de grãos de peneiras maiores, que até o momento estaria abaixo do observado na safra passada. Essa avaliação ajuda a explicar por que as cotações recuaram nas últimas semanas, mas sem registrar quedas mais expressivas mesmo com o avanço da colheita e a entrada gradual do café novo no mercado.
Outro fator acompanhado pelos investidores é o clima. De acordo com o prognóstico do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), as principais regiões cafeeiras de Minas Gerais devem registrar chuvas abaixo da média histórica nas próximas semanas, condição que favorece a colheita e a secagem dos grãos. Além disso, os modelos meteorológicos não indicam, neste momento, risco de geadas para as áreas produtoras.
Com isso, o mercado segue equilibrando a expectativa de maior oferta com as incertezas sobre o rendimento e a qualidade da safra brasileira, fatores que continuam influenciando a formação dos preços nas bolsas internacionais.
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