USDA eleva previsão para produção de frango nos EUA em 2026
O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevou a previsão para a produção de frangos de corte no país em 2026. A revisão foi apresentada no relatório de maio das Estimativas Mundiais de Oferta e Demanda Agrícola (WASDE) e acompanha o desempenho mais forte da produção norte-americana no primeiro trimestre do ano.
Em março, a produção mensal de frangos de corte nos Estados Unidos somou 4,160 bilhões de libras, alta de 9,5% em relação ao mesmo mês de 2025, segundo a última edição do relatório Livestock, Dairy and Poultry Outlook, do USDA.
Abate e peso médio sustentam avanço
O crescimento registrado em março foi puxado principalmente pelo aumento de 8,3% no número de aves abatidas na comparação anual. Também houve alta de 0,9% no peso médio, fator que contribuiu para ampliar o volume produzido.
No primeiro trimestre de 2026, a produção total de frangos de corte nos Estados Unidos alcançou 11,966 bilhões de libras, avanço de 3,7% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Projeções foram revisadas para cima
Para o segundo trimestre, a projeção de produção foi revisada para cima em 50 milhões de libras, chegando a 12,250 bilhões de libras. Já a estimativa para o terceiro trimestre foi elevada em 100 milhões de libras, para 12,600 bilhões de libras.
Segundo o USDA, a revisão reflete o aumento no número de galinhas poedeiras destinadas à produção de ovos férteis de frangos de corte. A projeção para o quarto trimestre permaneceu inalterada, em 12,300 bilhões de libras.
Com as mudanças, a produção norte-americana de frangos de corte em 2026 foi estimada em 49,146 bilhões de libras. O volume representa aumento de 246 milhões de libras em relação à projeção divulgada em abril e crescimento de 2,4% frente a 2025.
Alta deve continuar em 2027
Para 2027, o USDA projeta produção de 49,600 bilhões de libras de frangos de corte nos Estados Unidos, avanço de 0,9% em relação à estimativa de 2026. Caso confirmada, a alta marcará o 15º ano consecutivo de crescimento da produção norte-americana.
Apesar da sequência positiva, o USDA aponta que a taxa prevista para 2027 deve ser a mais lenta desde 2023. Para o mercado internacional, o dado reforça a importância de acompanhar a oferta dos Estados Unidos, um dos fatores que influenciam o equilíbrio global da proteína avícola.
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