Açúcar segue em queda nas bolsas com mercado atento à oferta e aos impactos do El Niño
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Os preços do açúcar operam em baixa nas principais bolsas internacionais na manhã desta terça-feira (16).
Por volta das 10h30 (horário de Brasília), em Nova York, o contrato julho era negociado a 13,65 cents por libra-peso, com queda de 3 pontos.
O vencimento outubro recuava 6 pontos, cotado a 14,13 cents por libra-peso.
Em Londres, as cotações também seguiam pressionadas. O contrato agosto do açúcar branco era negociado a US$ 441,90 por tonelada, baixa de 90 pontos.
Mercado interno segue pressionado
No mercado brasileiro, as cotações do açúcar cristal branco continuam enfraquecidas em meio à baixa movimentação dos negócios. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), compradores permanecem retraídos à espera de preços ainda menores, favorecidos pela ampla oferta observada neste início da safra 2026/27.
De acordo com os pesquisadores, a disponibilidade elevada de açúcar tem limitado a recuperação dos preços no mercado paulista.
Petróleo e logística continuam pressionando o mercado
Entre os fatores baixistas, o mercado segue repercutindo a recente queda dos preços do petróleo. Com combustíveis mais baratos, o etanol perde competitividade, o que pode incentivar usinas a destinarem uma parcela maior da cana para a produção de açúcar, ampliando a oferta global da commodity.
Além disso, a expectativa de normalização do fluxo comercial no Oriente Médio reduziu parte dos prêmios de risco que vinham sustentando as commodities nas últimas semanas. Segundo a consultoria Covrig Analytics, as restrições no Estreito de Ormuz chegaram a afetar cerca de 6% do comércio mundial de açúcar.
El Niño e clima na Índia limitam perdas
Apesar da pressão da oferta, o mercado encontra suporte nas preocupações climáticas.
Na Índia, segundo maior produtor mundial de açúcar, o volume acumulado das chuvas de monção apresentava déficit de 26% em relação à média histórica até 12 de junho. Como a temporada de monções é decisiva para o desenvolvimento da cana-de-açúcar, investidores acompanham de perto os possíveis impactos sobre a próxima safra.
As atenções também permanecem voltadas para o El Niño. A Administração Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) confirmou recentemente a formação do fenômeno e indicou 63% de probabilidade de que ele atinja intensidade muito forte nos próximos meses.
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