Trigo fecha em baixa em Chicago e mercado acompanha perspectivas para a produção brasileira

Publicado em 18/06/2026 16:55 e atualizado em 18/06/2026 17:28
Atenções permanecem voltadas para o clima, a área cultivada e o potencial produtivo da safra de inverno

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Os contratos futuros do trigo encerraram a sessão desta quinta-feira (18) em baixa na Bolsa de Chicago (CBOT), pressionados pelas perspectivas de oferta global e pelo avanço das safras no Hemisfério Norte.

O contrato julho/26 fechou cotado a US$ 6,05/bu, com recuo de 7 pontos. O setembro/26 terminou a sessão a US$ 6,14/bu, baixa de 7,2 pontos. Já o dezembro/26 encerrou o dia em US$ 6,30/bu, com perda de 6,4 pontos.

O mercado internacional continua acompanhando o avanço da colheita do trigo de inverno nos Estados Unidos e as condições produtivas em importantes países exportadores. As expectativas de uma oferta global relativamente confortável seguem limitando movimentos mais consistentes de valorização das cotações.

No Brasil, as atenções permanecem voltadas para o desenvolvimento da safra de inverno, especialmente na Região Sul. Além das condições climáticas ao longo do ciclo, o mercado acompanha as perspectivas de produção e área cultivada para a temporada 2026.

No Paraná, dados divulgados pelo Departamento de Economia Rural (Deral) indicam redução tanto na área destinada ao milho de segunda safra quanto ao trigo. Para o cereal de inverno, a estimativa aponta diminuição da área cultivada em relação à temporada anterior, refletindo a busca dos produtores por alternativas consideradas mais rentáveis e os desafios enfrentados pela cultura nos últimos anos.

Esse cenário tem sido acompanhado de perto pelo mercado, uma vez que o Paraná responde por parcela significativa da produção nacional. Qualquer alteração no potencial produtivo do estado pode impactar as expectativas de oferta ao longo do segundo semestre.

Ao mesmo tempo, a comercialização segue marcada pela cautela. A disponibilidade de trigo da safra passada permanece limitada em diversas regiões, enquanto compradores e vendedores aguardam maior definição sobre o desenvolvimento das lavouras recém-implantadas.

Embora Chicago tenha encerrado o dia em baixa, a formação dos preços no mercado brasileiro continua fortemente ligada às perspectivas para a safra nacional, ao comportamento do clima nas próximas semanas e ao tamanho efetivo da produção que será colhida no Sul do país.

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Por:
Priscila Alves I instagram: @priscilaalvestv
Fonte:
Notícias Agrícolas

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