Austrália atinge cota de exportação para a China e passa a pagar tarifa adicional de 55%

Publicado em 19/06/2026 10:15
Limite de 205 mil toneladas foi alcançado antes da metade do ano; medida pode alterar fluxos globais da carne bovina e aumenta atenção sobre o Brasil.

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As exportações de carne bovina da Austrália para a China passarão a enfrentar uma tarifa adicional de 55% a partir de 20 de junho, após o país atingir a cota anual de 205 mil toneladas estabelecida por Pequim. O limite foi alcançado na última quinta-feira, antes mesmo da metade do ano, o que acende um alerta para outros grandes fornecedores, entre eles o Brasil, que também se aproxima do teto de exportações ao mercado chinês.

A restrição faz parte de um conjunto de medidas adotadas pela China para proteger seus produtores locais. Em dezembro, o governo chinês definiu cotas para importações de carne bovina provenientes dos principais exportadores mundiais, incluindo Austrália, Brasil e Argentina.

Segundo comunicado divulgado nesta sexta-feira pelo Ministério do Comércio da China, a tarifa extra será aplicada após o esgotamento da cota australiana e se somará aos impostos já existentes sobre o produto.

Nos últimos anos, as vendas australianas de carne bovina para a China cresceram de forma consistente. Em 2025, os embarques superaram 300 mil toneladas, alcançando o maior volume registrado em seis anos. O avanço foi impulsionado pela combinação entre o aumento do consumo chinês e a produção recorde de carne bovina na Austrália.

Diante do novo cenário, o governo australiano tem pressionado Pequim a ampliar a cota de importação, embora não haja, até o momento, sinais de flexibilização por parte das autoridades chinesas.

A imposição da tarifa pode provocar mudanças nos fluxos globais do comércio de carne bovina. Analistas e produtores australianos avaliam que parte das exportações poderá ser redirecionada para outros mercados, favorecidos pela forte demanda por proteína vermelha em países asiáticos e pela redução do rebanho bovino dos Estados Unidos, atualmente no menor nível das últimas décadas.

Esse texto foi adaptado com informações da Bloomberglinea

 

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Por:
Michelle Jardim
Fonte:
Notícias Agrícolas

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