Açúcar opera em alta com suporte de dados da safra brasileira e clima na Índia

Publicado em 24/06/2026 11:57
Recuperação é sustentada por menor produção no Centro-Sul, revisão para déficit global e preocupação com chuvas de monções no segundo maior produtor mundial

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Os preços do açúcar registram recuperação nas bolsas internacionais nesta quarta-feira (24), em um movimento de ajuste após as recentes perdas, com o mercado acompanhando dados de oferta e clima nos principais países produtores.

Por volta das 11h40 (horário de Brasília), em Nova York, o contrato julho era negociado a 13,46 cents por libra-peso, alta de 4 pontos. O vencimento outubro subia 10 pontos, cotado a 14,05 cents por libra-peso.

Em Londres, o açúcar branco também operava em alta. O contrato agosto era negociado a US$ 441,30 por tonelada, avanço de 20 pontos, enquanto o outubro subia 90 pontos, para US$ 435,00 por tonelada.

O mercado encontra suporte em fatores ligados à oferta global. Dados da Unica mostram que a produção de açúcar no Centro-Sul do Brasil somou 6,84 milhões de toneladas até o fim de maio na safra 2026/27, recuo de 2% em relação ao mesmo período do ciclo anterior.

Os números também reforçam a mudança no mix de produção das usinas brasileiras. A participação da cana destinada ao açúcar caiu para 41,42%, ante 50,09% no ano passado, enquanto a fatia direcionada ao etanol avançou para 58,58%, refletindo a maior competitividade do biocombustível no mercado interno.

Outro fator de sustentação veio da consultoria Czarnikow, que revisou sua projeção para o balanço global de açúcar na safra 2026/27. A estimativa passou de um superávit de 1,4 milhão de toneladas para um déficit de 100 mil toneladas, influenciada pelo maior direcionamento da cana brasileira para o etanol.

No radar dos investidores também permanece o clima na Índia. Dados do Departamento Meteorológico indicam que o acumulado de chuvas da monção estava 43% abaixo da média até 22 de junho. O período, que vai de junho a setembro, é decisivo para o desenvolvimento da cana no país, segundo maior produtor mundial de açúcar, e segue no centro das atenções do mercado.


 

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Por:
Andréia Marques
Fonte:
Notícias Agrícolas

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