Mercosul lança negociações comerciais com Japão e também quer negociar com a China, diz Lula
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30 Jun (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira, durante cúpula do Mercosul no Paraguai, que o bloco sul-americano lançou negociações com o Japão com vistas a um acordo de parceria econômica e quer lançar em breve negociações comerciais também com a China.
Em seu discurso, Lula afirmou ainda que o Mercosul segue avançando nas conversas para acordos comerciais com Canadá, Índia e Vietnã.
"O Mercosul está avançando nos diálogos com Canadá, Índia e Vietnã. Nesta cúpula, daremos mais um passo ao lançar as negociações de uma parceria econômica com o Japão. Em breve, queremos fazer o mesmo com a China e seguir nos aproximando dos mercados mais dinâmicos do planeta", disse Lula em seu discurso.
Após a fala do presidente, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil confirmou em comunicado o lançamento de negociações entre Mercosul e Japão com vistas a um Acordo de Parceria Econômica (APE) entre as duas partes.
"O APE entre o Mercosul e o Japão conformará uma área de livre comércio de cerca de 400 milhões de pessoas, com PIB combinado de US$7 trilhões. O Japão está entre os dez principais parceiros comerciais do Mercosul, com uma corrente de comércio de US$13,7 bilhões em 2025", afirma o comunicado.
"Com este acordo, as duas partes buscarão ampliar o acesso a mercados de bens agrícolas e não agrícolas, a cooperação e os investimentos mútuos, integrando as cadeias de valor entre ambas as economias."
Em meados deste mês, durante a cúpula do G7 realizada na França, Lula disse à primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, durante reunião bilateral entre ambos, que seriam anunciadas "boas notícias" sobre as negociações entre Mercosul e Japão durante a cúpula do bloco sul-americano.
Durante a leitura de seu discurso na cúpula do Mercosul, Lula disse ainda que a democracia brasileira se fortalecerá com a eleição presidencial de outubro deste ano, na qual ele buscará a reeleição, e, ao falar de improviso, disse que o Mercosul seguirá sendo uma prioridade para o Brasil independentemente do resultado eleitoral.
"Independentemente de quem seja eleito no Brasil, o Mercosul continuará sendo prioridade para o Brasil", afirmou.
(Por Eduardo Simões, em São PauloEdição de Pedro Fonseca e Camila Moreira)
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