Venda de máquinas recua 20,4% em maio e setor espera queda maior em 2026, diz Abimaq
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SÃO PAULO, 30 Jun (Reuters) - A indústria brasileira de máquinas e equipamentos manteve sua tendência de recuo em maio deste ano e agora espera um recuo maior em 2026.
A receita líquida de vendas de máquinas teve queda de 20,4% na comparação com o mesmo período do ano passado, para R$22,5 bilhões, segundo dados divulgados nesta terça-feira pela associação de fabricantes, Abimaq.
Para 2026, a associação agora espera recuo de 3,2% na receita líquida de vendas de máquinas e equipamentos, contra projeção de 2,3% no mês anterior.
Internamente, a receita caiu 23,2% em maio ante o mesmo período de 2025, para R$17,3 bilhões. Já o consumo aparente caiu 19,5%, para R$31,1 bilhões.
As exportações atingiram US$1,04 bilhão em maio, uma alta de 5,5% em relação ao mesmo mês do ano passado. Parte desse desempenho, segundo a Abimaq, decorre da baixa base de comparação do primeiro trimestre de 2025, período marcado pelo enfraquecimento da atividade industrial nos Estados Unidos, principal destino das exportações brasileiras de máquinas e equipamentos.
As importações somaram US$2,65 bilhões em maio, uma queda de 0,6% na base anual.
Já o nível de utilização da capacidade instalada atingiu 78,3% em maio, abaixo do patamar de 79,1% observado um ano antes.
A carteira de pedidos ficou em 8,2 semanas, 10,6% abaixo do visto no mês de maio de 2025.
PLANO SAFRA
O Plano Safra 2026/2027 divulgado pelo governo nesta terça-feira foi avaliado como neutro pela Abimaq.
"O plano safra não teve nenhuma grande mudança [em relação ao anterior], mas também não decepcionou. Ele continuou com o que vinha sendo feito", disse Pedro Estevão, presidente da câmara de máquinas agrícolas da Abimaq.
Na manhã desta terça, o Ministério da Agricultura anunciou que o Plano Safra 2026/2027 destinará R$525,1 bilhões para financiamento de médios e grandes produtores, um acréscimo de 1,7% ou R$9 bilhões frente ao plano anterior.
Estevão também citou que a Abimaq espera um recuo de 15% a 20% no desempenho das máquinas agrícolas no ano.
(Por Igor Sodré; edição de Paula Arend Laier)
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