Taxas dos DIs sobem com avanço firme dos rendimentos dos Treasuries

Publicado em 01/07/2026 10:26

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Por Fabricio de Castro

SÃO PAULO, 1 Jul (Reuters) - As taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) avançavam nesta manhã de quarta-feira, em sintonia com a alta firme dos rendimentos dos Treasuries no exterior, com o mercado no Brasil digerindo ainda uma nova pesquisa eleitoral.

Às 10h01, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 14,05%, em alta de 7 pontos-base ante o ajuste de 13,983% da sessão anterior. Na ponta longa da curva a termo, a taxa do DI para janeiro de 2035 estava em 14,255%, com elevação de 8 pontos-base ante o ajuste de 14,171%.

No mesmo horário, o rendimento do Treasury de dez anos -- referência global para decisões de investimento -- subia 7 pontos-base, a 4,493%.

O avanço dos rendimentos dos Treasuries ocorre a despeito de dados mostrarem que os empregos no setor privado norte-americano cresceram menos que o esperado em junho. O indicador da ADP revelou nesta manhã a criação de 98 mil postos de trabalho no setor privado dos EUA no mês passado, abaixo dos 118 mil esperados conforme pesquisa da Reuters.

O relatório da ADP é publicado antes do relatório de emprego payroll de junho, que será divulgado na quinta-feira pelo Escritório de Estatísticas do Trabalho. O indicador da ADP, porém, tem se mostrado pouco preciso para a estimativa do escritório sobre o número de empregos no setor privado norte-americano.

No Brasil, o destaque até o momento é a pesquisa eleitoral Atlas/Bloomberg mostrando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva com vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) na disputa pelo Planalto.

Lula tem 48,8% das intenções de voto no segundo turno, contra 42,3% de Flávio. Em abril, ambos estavam empatados com 48%. A margem de erro é de 1 ponto percentual para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

De modo geral, Lula ainda é visto com desconfiança por boa parte do mercado, que vê em sua reeleição um empecilho para o controle das contas públicas e, consequentemente, da inflação.

Apesar dos receios, nas últimas semanas os investidores seguem se posicionando para um novo corte da taxa básica Selic pelo Banco Central.

Na última segunda-feira -- atualização mais recente -- a precificação das opções de Copom negociadas na B3 indicava 57,92% de chance de corte de 25 pontos-base da Selic em agosto, contra 37,09% de probabilidade de manutenção da taxa básica em 14,25%. Uma semana antes, em 22 de junho, os percentuais eram de 29% para corte de 25 pontos-base e 67% para manutenção.

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Fonte:
Reuters

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