Soja recua em Chicago nesta 5ª feira com realização de lucros e cautela antes de relatório do USDA
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O mercado da soja na Bolsa de Chicago dá sequência ao movimento de queda entre os principais vencimentos na manhã desta quinta-feira (9), devolvendo parte do que subiu nos últimos dias. Perto de 7h30 (horário de Brasília), as cotações recuavam entre 4,50 e 6,25 pontos nos principais contratos, levando o agosto e o novembro a US$ 11,87 por bushel.
Após fortes altas no início da semana — impulsionadas pelas previsões de calor intenso no Meio-Oeste americano —, o mercado opera sob o peso de realizações de lucros e do posicionamento de investidores diante da proximidade de dados cruciais de oferta e demanda que chegam com o novo boletim mensal de oferta e demanda que o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) divulga nesta sexta-feira (11).
A expectativa é de que o órgão norte-americano possa indicar um aumento nos estoques finais devido à maior estimativa de área plantada nos EUA, contrabalançando os temores climáticos. Por outro lado, o recuo nos preços foi severamente limitado pela confirmação de novas vendas de soja dos EUA para a China, o que garantiu suporte e evitou quedas mais profundas ao longo da última sessão. E este é um ponto que permanece sob forte atenção dos traders.
Apesar da perda de força em Chicago, o ritmo de comercialização no mercado físico brasileiro segue aquecido. O país consolidou a venda de um volume expressivo de cerca de 4 milhões de toneladas de soja nos últimos dias, aproveitando os picos de preços e o câmbio favorável para travar margens atrativas.
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O desalinho entre Irã e Estados Unidos e a volta da escalada das tensões também volta a ganhar espaço no mercado, tendo ontem puxado o petróleo e, consequentemente, o óleo de soja, que fechou com 3% de alta. Nesta manhã de quinta-feira, os derivados caminham de lado na CBOT, com o óleo subindo tímidos 0,2%, enquanto o petróleo testa leves altas de pouco mais de 0,5%.
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