Trigo devolve ganhos da manhã e opera em baixa em Chicago com realização de lucros

Publicado em 20/07/2026 14:03
Após abrir em leve alta, contratos passaram a recuar ao longo da sessão, enquanto o mercado segue acompanhando a baixa liquidez no Brasil e o desenvolvimento da nova safra

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Os contratos futuros do trigo negociados na Bolsa de Chicago (CBOT) inverteram o sinal ao longo desta segunda-feira (20). Depois de iniciarem o dia em leve alta, as cotações passaram a operar no campo negativo em um movimento de realização de lucros, refletindo ajustes técnicos após as recentes valorizações.

Por volta das 13h45 (horário de Brasília), os contratos apresentavam os seguintes valores:

Setembro/26: US$ 6,77/bushel, com baixa de 5,75 centavos.
Dezembro/26: US$ 6,94/bushel, com baixa de 5,00 centavos.
Março/27: US$ 7,09/bushel, com baixa de 4,00 centavos.

Na abertura, o contrato setembro era negociado a US$ 6,85/bushel. Ao longo da sessão, no entanto, o mercado perdeu força e passou a corrigir parte dos ganhos registrados na última semana, em um ambiente de menor volume de negócios e realização de lucros por parte dos investidores.

No Paraná, os preços da safra velha seguem sustentados pela oferta limitada, enquanto parte da indústria continua recorrendo ao trigo importado, especialmente do Paraguai, para complementar o abastecimento. No Rio Grande do Sul, a disponibilidade de produto ainda é restrita, mas o mercado permanece cauteloso diante da evolução das lavouras de inverno.

No cenário internacional, os investidores continuam acompanhando o avanço da colheita no Hemisfério Norte e as condições das principais regiões produtoras. Além disso, permanecem no radar os riscos logísticos envolvendo o corredor de exportação do Mar Negro, fator que segue limitando movimentos mais intensos de queda nas cotações internacionais.

A expectativa é de que a volatilidade continue nas próximas sessões, com o mercado reagindo às atualizações sobre a oferta global, ao andamento da colheita nos Estados Unidos e à evolução da nova safra brasileira.

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Por:
Priscila Alves I instagram: @priscilaalvestv
Fonte:
Notícias Agrícolas

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