Soja rompe US$ 13 em Chicago impulsionada por disparada do trigo e novas vendas anunciadas pelo USDA
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O trigo disparou, o USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) anunciou mais vendas de soja e os futuros da oleaginosa alcnaçaram os US$ 13,00 por bushel na Bolsa de Chicago. Perto de 12h10 (horário de Brasília), as cotações subiam mais de 1% e os vencimentos mais longos - referência para a safra nova do Brasil - já superavam os US$ 13,00 por bsushel. O março valia US$ 13,01 e o maio, US$ 13,09. O julho já alcançava os US$ 13,07.
O mercado acompanha as novas e fortes altas do trigo, que refletem as preocupações com o turbulento quadro geopolítico e logístico na região do Mar Negro em função da escalada das tensões entre Ucrânia e Rússia, em um conflito que já dura quase cinco anos. Assim, os preços continuam precificando o choque que vive a região, com o escoamento de seus produtos ainda bastante comprometido e sem previsão de um acordo entre as duas nações.
Do lado da demanda, o anúncio por parte do USDA traz vendas que totalizam 408 mil toneladas de soja 2026/27 - sendo 182 mil toneladas para a China e 226 mil para destinos não revelados, além de 200 mil toneladas de farelo - também da safra nova - com 100 mil para a Alemanha e 100 mil para a Holanda.
As exportações norte-americanas seguem no radar do mercado, depois de uma sequência de negócios que ajudou a impulsionar os preços nos últimos dias. Ontem, as vendas semanais para exportação dos EUA vieram reportadas em mais de dois milhões de toneladas.
O mercado continua monitorando as previsões climáticas para o cinturão produtor norte-americano, com novas áreas podendo enfrentar temperaturas elevadas nos próximos dias. O risco climático chega em um momento importante para a definição do potencial produtivo da safra 2026/27 dos Estados Unidos, mantendo os investidores cautelosos em relação às estimativas de produção.
Assim, o mercado encerra a semana mantendo uma atenção redobrada sobre três pontos principais: a evolução do clima nos Estados Unidos, especialmente diante das previsões de novas temperaturas elevadas; o ritmo das exportações norte-americanas; e os desdobramentos das tensões geopolíticas, que continuam provocando forte volatilidade nos mercados de commodities.
Com esse cenário, a soja busca consolidar os ganhos recentes em Chicago, enquanto os operadores avaliam se os fundamentos de demanda e as preocupações com a oferta serão suficientes para manter as cotações sustentadas também nos próximos pregões. E enquanto isso, os preços no mercado brasileiro seguem se valorizando e garantindo oportunidades cada vez melhores para os produtores, em especial para a soja da safra 2026/27.
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