Chuva pode aliviar poluição em Manaus, mas melhora da qualidade do ar ainda é limitada

Pancadas isoladas podem atingir a capital amazonense, com volumes de 10 a 15 milímetros; previsão indica possibilidade de chuva mais abrangente no estado a partir de domingo (18)
Publicado em 15/10/2026 11:22

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A previsão de chuva traz a possibilidade de alívio para Manaus (AM), que enfrenta dias de poluição provocada pela fumaça das queimadas. As pancadas, porém, devem ocorrer de forma irregular e não são suficientes para garantir uma melhora duradoura na qualidade do ar, enquanto os focos de incêndio persistirem na região.

Segundo a meteorologista Andréa Ramos, as precipitações continuam mais concentradas no oeste do Amazonas, enquanto a capital pode registrar chuva localizada e de curta duração, com volumes entre 10 e 15 milímetros.

Na Região Norte, o calor e o tempo relativamente seco ainda predominam em diversas áreas, especialmente nas localidades que atravessam o período menos chuvoso. Nesse cenário, a chuva pode contribuir para reduzir temporariamente a concentração de partículas em suspensão, mas o efeito depende da distribuição e do volume das precipitações.

A expectativa é de uma mudança mais significativa a partir de domingo (18), quando há possibilidade de chuva com maiores volumes em áreas do Amazonas. Até lá, a irregularidade das precipitações deve manter a atenção voltada para os efeitos da fumaça sobre a qualidade do ar.

Qualidade do ar melhora

Após uma semana de poluição intensa, Manaus registrou redução na concentração de poluentes na manhã desta quarta-feira (15). Por volta das 6h, o índice de qualidade do ar medido pela plataforma internacional IQAir era de 85, classificado como moderado. Com isso, a capital amazonense deixou a primeira posição entre as cidades mais poluídas do Brasil em tempo real e passou para o segundo lugar, atrás de Porto Velho (RO), que apresentava índice de 101.

Os dados do Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), também indicaram melhora, embora a situação ainda variasse entre os bairros. Na maior parte da capital, a qualidade do ar estava na categoria moderada, enquanto dois bairros apresentavam condições ruins.

Entre os pontos monitorados, o Tarumã, na Zona Oeste, registrou concentração de partículas de 27 microgramas por metro cúbico (µg/m³). No Morro da Liberdade, na Zona Sul, o valor chegou a 54 µg/m³.

A fumaça que encobriu Manaus nos últimos dias está associada às queimadas no interior do Amazonas e em estados vizinhos, como Rondônia, Pará e o norte de Mato Grosso. Mesmo com a redução dos índices, a persistência dos incêndios e das condições atmosféricas que favorecem o acúmulo de poluentes ainda representa um desafio para a recuperação da qualidade do ar.

As aulas presenciais das redes municipal e estadual de ensino foram retomadas na quarta-feira (14), após a suspensão das atividades na terça-feira (13) em razão da poluição. A evolução dos indicadores e a ocorrência de novas chuvas serão importantes para acompanhar a situação na capital amazonense.
 

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