Arábica perde quase 3% em Nova York nesta quarta-feira e amplia sequência de quedas no mercado de café
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Os preços futuros do café arábica iniciaram a quarta-feira (28) com perdas expressivas na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), ampliando a desvalorização observada nos dois primeiros pregões da semana. Em Londres, o robusta também apresenta baixas, mas de menor intensidade, evidenciando comportamentos distintos entre as variedades em um mercado que acompanha as perspectivas de oferta internacional, os estoques certificados e as oscilações do câmbio brasileiro.
Por volta das 9h40 (horário de Brasília), o contrato dezembro/26 do arábica era negociado a 285,50 cents por libra-peso, com queda de 2,81%. O março/27 recuava 2,19%, cotado a 274,95 cents, enquanto o maio/27 perdia 2,08%, para 271,35 cents por libra-peso. O julho/27 apresentava desvalorização de 2,01%, negociado a 268,65 cents, e o setembro/27 caía 2,14%, para 265,60 cents.
O movimento prolonga a trajetória negativa dos últimos pregões. Na terça-feira (27), o arábica dezembro havia encerrado cotado a 293,75 cents por libra-peso, com queda de 2,39%, após recuar 2,11% na segunda-feira. Considerando a cotação desta manhã, o contrato acumula desvalorização de aproximadamente 7,14% em relação ao fechamento de sexta-feira (23), quando estava a 307,45 cents.
Na Bolsa de Londres (ICE Futures Europe), as perdas eram mais moderadas. Na atualização das 7h44 pelo horário da Barchart, o robusta janeiro/27 era negociado a US$ 3.212 por tonelada, com baixa de US$ 8, equivalente a 0,25%. O março/27 perdia US$ 9, cotado a US$ 3.196 por tonelada, enquanto o maio/27 recuava US$ 3, para US$ 3.191.
O comportamento ocorre após uma terça-feira de recuperação do robusta, quando o contrato janeiro/27 havia avançado US$ 19, encerrando a US$ 3.220 por tonelada. Apesar da pequena correção nesta manhã, Londres permanece relativamente mais resistente do que Nova York.
Exportações, estoques e clima seguem influenciando expectativas
O mercado internacional continua avaliando as perspectivas de abastecimento para os próximos meses. No Brasil, a recuperação dos embarques de café e as condições climáticas para o desenvolvimento da próxima safra alimentam expectativas de maior disponibilidade futura, embora ainda existam incertezas sobre o potencial produtivo das lavouras.
Em relatório publicado em outubro, o Rabobank destacou que a aceleração das exportações brasileiras e as condições climáticas favoráveis em importantes regiões produtoras ampliam as perspectivas de recuperação dos estoques globais. A instituição ressalta, entretanto, que uma recomposição efetiva depende da continuidade da produção e do fluxo de abastecimento nos próximos meses.
O comportamento do câmbio brasileiro também permanece no radar. Após a forte desvalorização do real no primeiro pregão depois das eleições presidenciais, as oscilações da moeda continuam influenciando as expectativas sobre a competitividade dos embarques brasileiros. Um dólar mais elevado pode favorecer as receitas das exportações em reais, embora os efeitos sobre a formação dos preços domésticos dependam também dos diferenciais comerciais e da demanda.
Em Nova York, a disponibilidade de arábica certificado permanece historicamente reduzida, mesmo com a expectativa de chegada de novos carregamentos aos armazéns credenciados. Esse cenário representa um fator de sustentação para os contratos mais próximos, mas não tem impedido as perdas recentes, em meio às perspectivas de maior oferta internacional.
Já no mercado de robusta, a aproximação da nova safra do Vietnã e a evolução dos estoques certificados em Londres seguem entre os principais fundamentos acompanhados pelos operadores. As condições climáticas no Sudeste Asiático também merecem atenção, especialmente diante dos possíveis impactos sobre as próximas temporadas.
Além dos fatores específicos do café, os investidores acompanham nesta quarta-feira a decisão de política monetária do Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos. As sinalizações sobre os juros americanos podem influenciar o comportamento do dólar e o posicionamento dos participantes nos mercados de commodities.
Assim, o café começa a quarta-feira com uma nova rodada de perdas expressivas para o arábica, enquanto o robusta apresenta oscilações mais contidas. A evolução das condições climáticas, dos estoques e do câmbio continuará no centro das atenções ao longo do pregão.
Relembre como fechou o mercado na última terça-feira (27):
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