Quarta sessão de perdas pressiona soja em Chicago nesta quinta-feira, com novembro próximo dos US$ 12,20
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Os preços futuros da soja iniciaram a quinta-feira (29) em queda na Bolsa de Chicago (CBOT), ampliando a pressão observada desde o começo da semana. Depois de três pregões consecutivos de desvalorização, os principais contratos voltaram a operar no campo negativo nesta manhã, enquanto os investidores acompanham a competitividade das exportações brasileiras e aguardam novos dados de demanda pelos Estados Unidos.
Por volta das 8h41 (horário de Brasília), o contrato novembro/26 era negociado a US$ 12,1625 por bushel, com queda de 8,25 cents, equivalente a aproximadamente 0,67%. O janeiro/27 recuava 7 cents, para US$ 12,3100, enquanto o março/27 perdia 6 cents, cotado a US$ 12,4000. O maio/27 apresentava baixa de 5,50 cents, para US$ 12,4900, e o julho/27 caía 5,25 cents, negociado a US$ 12,5550 por bushel.
A movimentação prolonga as perdas registradas desde segunda-feira (26), quando o novembro/26 havia recuado 1,21%. Na terça-feira, o contrato perdeu outros 0,97% e, na quarta-feira (28), encerrou com baixa de 0,39%, cotado a US$ 12,2450 por bushel.
Considerando a cotação desta manhã, o vencimento novembro acumula desvalorização de aproximadamente 3,20% em relação ao fechamento da última sexta-feira (23), quando estava a US$ 12,5650 por bushel. O desempenho mostra que as tentativas de recuperação observadas nos últimos pregões não conseguiram interromper a pressão sobre os preços.
Demanda americana enfrenta pressão da concorrência brasileira
Um dos principais pontos de atenção nesta quinta-feira é a divulgação do novo relatório semanal de vendas de exportação do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), prevista para as 9h30 de Brasília.
Na atualização anterior, referente à semana encerrada em 15 de outubro, as vendas líquidas norte-americanas de soja haviam alcançado aproximadamente 2,84 milhões de toneladas, com a China respondendo por cerca de 2,18 milhões de toneladas do total.
Os dados demonstraram uma recuperação expressiva da demanda pelo produto americano, mas não foram suficientes para garantir a sustentação das cotações durante os últimos pregões.
Na quarta-feira (28), o USDA anunciou ainda uma venda de 120 mil toneladas de soja para destinos não revelados, com entrega prevista para a temporada comercial 2026/27. O novo negócio acrescentou um sinal positivo de demanda, embora o país comprador não tenha sido identificado.
A concorrência brasileira, entretanto, permanece entre os fatores acompanhados pelos operadores. A forte desvalorização do real diante do dólar após as eleições presidenciais aumentou a competitividade potencial das exportações brasileiras, contribuindo para as preocupações com a demanda pela soja norte-americana.
Em análise publicada no início da semana, a StoneX destacou que uma moeda brasileira mais fraca pode favorecer as ofertas do Brasil no mercado internacional e estimular a comercialização pelos produtores nacionais, diante da melhora das referências de preço em reais.
Colheita americana e plantio brasileiro seguem no radar
Nos Estados Unidos, o avanço da colheita também continua influenciando as expectativas de oferta. Segundo o último levantamento do USDA, divulgado na segunda-feira (26), os produtores haviam retirado a soja de 79% da área cultivada até domingo (25), acima da média dos últimos cinco anos, de 77%.
A entrada da produção norte-americana aumenta a disponibilidade do grão no curto prazo, enquanto os operadores acompanham a capacidade das exportações de absorver os volumes recém-colhidos.
No Brasil, as atenções permanecem voltadas à implantação da safra 2026/27 e à distribuição das chuvas nas principais regiões produtoras. A melhora da umidade em áreas do Centro-Oeste favoreceu o avanço dos trabalhos de campo, mas a regularidade das precipitações nas próximas semanas continuará importante para o desenvolvimento das lavouras.
Além dos fundamentos agrícolas, o mercado monitora os desdobramentos da política monetária dos Estados Unidos e seus possíveis reflexos sobre o dólar e as commodities, especialmente depois da forte volatilidade cambial registrada no Brasil nos últimos dias.
Assim, a soja inicia a quinta-feira pressionada novamente em Chicago, com os contratos ampliando as perdas acumuladas desde o começo da semana. Os novos números de vendas de exportação do USDA poderão oferecer uma referência adicional sobre a demanda internacional e sua capacidade de contrabalançar a oferta norte-americana e a concorrência brasileira.
Relembre como fechou o mercado na última quarta-feira (28):
+ Soja fecha em queda pelo terceiro dia consecutivo em Chicago e já perde 2,55% na semana
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