Vacina contra doença de Newcastle
Um professor associado ao Departamento de Microbiologia Veterinária da Universidade de Madras produziu uma nova vacina contra a doença de Newcastle a partir da incorporação de uma nova cepa do vírus após dez anos de estudo.
"Existem focos regulares da doença de Newcastle nas granjas. Não é uma doença sazonal e pode afetar aves de qualquer idade, com isso, um surto pode matar todos os frangos em menos de 48 horas", explicou o Dr. John Kirubaharan.
Ele inicou sua pesquisa envolvendo o vírus em 1992, quando ainda era um estudante da Universidade de Zootecnia e Veterinária de Tamil Nadu.
"A taxa de mortalidade das aves afetadas com o vírus é de 90% e, as aves criadas para fins comerciais normalmente não resistem ao ataque da doença", explica. "Os frangos que conseguem sobreviver ao ataque do vírus tem baixo rendimento e os ovos são produzidos com a casca muito fina", completa Kirubaharan.
Via oral - Orientado pelo ex-diretor da Universidade, Dr. KS Palaniswami, Kirubaharam testou a Tanuvas D58 em uma granja não vacinada contra a doença de Newcastle. Em 1999, o Conselho Indiano de Pesquisas Agrícolas financiou o trabalho para o deselvolvimento do um remédio via oral para as aves.
Dez anos depois, a vacina está pronta, e pode ser comprada por cerca de €15 pela Globion, uma empresa privada que vai produzir as gotas de vacina em larga escala.
"Embora a doença não tenha se espalhado para os seres humanos e nem para outros animais, os funcionários que manejam aves podem contrair conjuntivite", explica. "Essa vacina é realmente eficaz para os produtores de frango. Por ser via oral, não exige que o tratador tenha que lidar diretamente com as aves para vaciná-las, já que pode ser misturada à ração", diz o professor e líder do departamento de produção, Dr V Ramaswamy.
Termoestabilidade - "A doença de Newcastle é a mais antiga e mais séria que atinge frangos. Embora existam outras vacinas para a doença, essa possui vantagens pela baixa virulência e termoestabilidade", explica o Dr P. Thangaraju.
"A termoestabilidade permite flexibilidade na temperatura de refrigeração. A baixa patogenecidade da estirpe comprovada por testes biológicos garante que as aves não voltem a contrair o vírus caso já tenham sido contaminadas", finaliza.
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