Código Florestal irá a voto na terça-feira. Governo, em litígio com a base, sofrerá nova derrota

Publicado em 10/03/2012 09:24 775 exibições
por Polibio Braga,do RS
Código Florestal irá a voto na terça-feira. Governo, em litígio com a base, sofrerá nova derrota

O deputado gaúcho Marco Maia, presidente da Câmara, mandou dizer ao editor que colocará em votação, terça, o novo Código Florestal.

. Sem ter acertado com sua base aliada (PMDB, PDT e PR), o governo Dilma Roussef acumulará uma derrota avassaladora na Câmara.


Chegou a 7,3% a queda real da arrecadação do ICMS no RS durante o mês de fevereiro,calculada sobre o mesmo mês do ano anterior e ajustada pelo IPCA. 

. Sobre janeiro, a queda real foi de 24,2%.

. O valor arrecadado somou R$ 1,4 bilhão.

. É algo perto do desastre. 

. A secretaria da Fazenda esperou oito dias para disponibilizar os números no seu site, mas o editor já tinha divulgado a informação no dia 1º de março. O cálculo do editor fechou com os números de agora. 

- Nesta sexta-feira, o editor conversou com o economista Darcy Carvalho dos Santos, que avisou o seguinte: “Talgez, pela queda, seja melhor pensar que em fevereiro do ano passado o desempenho foi muito bom e que neste fevereiro, além disto, tivemos carnaval dentro do mês, ao contrário de 2011”.


Desindustrialização - O Brasil regride aos tempos do Brasil Colônia e à condição de exportador de matérias-primas.

Alguns analistas apontam há algum tempo que o Brasil é vítima de um processo de desindustrialização.

. No RS, a Fiergs vem batendo na tecla há alguns meses. 

. A própria Associação do Aço do RS, adverte desde o ano passado que sobretudo as importações chinesas substituem produtos industrializados locais, destruindo cadeias produtivas inteiras.

. Os números sobre este cenário inaceitável são cada dia mais abundantes e não se referem apenas ao enorme volume de matérias-primas exportadas, substituindo uma pauta mais interessante, que é a de produtos industrializados, portanto de valor agregado maior.

. Nesta sexta-feira, o jornal Folha de São Paulo revelou dados que demonstram que a participação da produção industrial na formação do PIB caiu para níveis de 1956, quando JK começou a industrialização brasileira em larga escala. Eis os números sobre a fatia industrial na formação do PIB:

- 1956: 13,8%
- 2011: 14,6%

. Nem sempre foi assim, porque a partir de 1956 o setor secundário avançou no bolo, chegando a deter fatia igual a 27,2% em 19785, quase o dobro do total de 2011. Em 1985, o presidente foi José Sarney, no seu primeiro ano de governo, substituindo o general João Batista Figueiredo.

. O professor Pierre Salama, da Universidade de Paris, e Gabriel Palma, de Cambridge - com a sensibilidade aguçada de quem examina as coisas com uma perspectiva de fora - foram os primeiros a levantar a hipótese da desindustrialização. Os economistas mais ligados às políticas econômicas do atual governo, bem como os dirigentes do BNDES,  ensaiam o coro de que tal hipótese seria exagerada. O artigo do Roberto Giannetti da Fonseca, retoma o debate e aponta para a existencia, no Brasil lulista e pós-lulista, de uma preocupante desindustrialização precoce.

CLIQUE AQUI pra ler a reportagem da Folha, inclusive seus instrutivos gráficos.
CLIQUE AQUI para ler o artigo de Gianetti da Fonseca, referido nesta nota.

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Blog Polibio Braga (RS)

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