A faxineira que odeia vassouras faz de conta que mal conhece a vigarista que nomeou

Publicado em 05/12/2012 03:48 647 exibições
por Augusto Nunes, de veja.com.br

A faxineira que odeia vassouras faz de conta que mal conhece a vigarista que nomeou

Nenhum instrumento de limpeza é tão gentil com monturos quanto a vassoura de Dilma Rousseff. É o que informam as anotações na folha corrida da faxineira de araque, resumidas no post republicado na seção Vale Reprise. A ministra de Lula conviveu sem quaisquer vestígios de desconforto com o lixo acumulado pelo chefe supremo desde o dia da posse. Promovida a chefe da Casa Civil em 2005, fez o que pôde para piorar que já era insuportável.

Com o dossiê forjado contra Fernando Henrique e Ruth Cardoso, Dilma produziu mais lixo. Com a conversa em que tentou induzir Lina Vieira a indultar a Famiglia Sarney, escondeu lixo. E ampliou extraordinariamente a imensidão de lixo ao transformar em sucessora a melhor amiga Erenice Guerra. Apesar das evidências de que a faxineira do Planalto não sabe viver sem lixo por perto, comunicou à nação no discurso de posse, sem ficar ruborizada, que combateria “permanentemente” a corrupção.

Jamais combateu o que rebatizou de “malfeitos”, berram os episódios que resultaram no afastamento de oito ministros metidos em maracutaias de bom tamanho. Nem pretende combater, grita o silêncio da presidente sobre o escândalo da hora. A mudez malandra confirma que a chefe de governo resolveu reprisar o filme exibido há dois anos em situações semelhantes.

No enredo cafajeste, vilões nunca são localizados pelos serviços de inteligência ou órgãos de controle do governo. Só entram em cena depois de tropeçarem em investigações da Polícia Federal ou denúncias divulgadas pela imprensa. Confrontada com provas contundentes, ainda assim Dilma tenta manter no emprego os meliantes.

Por enquanto, só teve êxito com Fernando Pimentel. Para não perder a companhia do amigo instalado no Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Dilma afastou os integrantes do Conselho de Ética da Presidência que acreditaram que estavam lá para agir eticamente, e insistiram em enquadrar o afilhado fora-da-lei.

Os outros continuariam longe da planície se a faxineira que odeia vassoura conseguisse resistir às verdades noticiadas pela imprensa e à indignação da opinião pública. Perderam o emprego na última cena, mas escaparam do final infeliz. Até hoje, nenhum gatuno foi demitido nem teve de devolver o produto do roubo. Todos foram ‘exonerados a pedido’ e poupados do embarque na traseira do camburão. e investigações posteriores. Gastam em liberdade o dinheiro que tungaram.

Foi assim com o bando de ministros corruptos. E assim será ─ sobretudo se a oposição oficial não voltar das férias e se o país que presta capitular ─ com os quadrilheiros que transformaram em covil o escritório da Presidência em São Paulo, reduziram agências reguladoras a fábricas de pareceres criminosos, colecionaram negociatas bilionárias e reiteraram que a máquina administrativa federal está infestada de assaltantes de cofres públicos.

A mudez da presidente avisa que, para Dilma, o caso está encerrado. Se o Brasil não perdeu a vergonha de vez, vai descobrir que está apenas começando. E será obrigada a comentar publicamente o show obsceno protagonizado por gente que conhece muito bem.  “A Dilma tem mais intimidade com a minha equipe do que eu”, repetiu Lula ao longo da campanha eleitoral de 2010. “Ela vive se reunindo com pessoas que eu só vejo de vez em quando”.

Lula via Rosemary Noronha com muito mais frequência que a sucessora. Mas Dilma não tem o direito de fazer de conta que mal sabe quem é a mulher com quem conviveu durante as viagens ao exterior ─ e manteve na chefia do gabinete em São Paulo a pedido do padrinho. A extinção do cargo atesta que a presidente o julgava sem serventia.  Estava ciente de que Rose subira na vida agarrada a Lula. Deveria saber que sua chefe de gabinete em São Paulo usava o posto de primeira amante para lucrar nas catacumbas do poder.

Se disser que não desconfiava de nada, Dilma confirmará que o Brasil é governado por um poste. Se admitir que sabia, estará confessando que foi cúmplice por omissão da vigarista que nomeou e agora faz de conta que mal conheceu.

04/12/2012

 às 18:22 \ Direto ao Ponto

Ideli é a Marilyn do Kennedy de Garanhuns

“Lula não é John Kennedy e Rosemary nem em sonho é Marilyn Monroe”, constata o título do artigo de Ucho Haddad. Cada um tem a Marilyn que merece, avisou em outubro de 2010 o vídeo exibido na seção História em Imagens. Reveja a deusa do cinema cantando Happy Birthday para John Kennedy. E compare a performance histórica com o berreiro de Ideli Salvatti no Parabéns em homenagem ao companheiro aniversariante.

04/12/2012

 às 17:03 \ Direto ao Ponto

J. R. Guzzo: ‘Rosemary é um produto de procedência garantida: trata-se de puro Lula’

Trecho de “O bonde não para”, publicado na edição impressa de VEJA:“Lula, conforme os fatos não param de provar, trouxe para o centro do governo brasileiro, dez anos atrás, uma tropa de batedores de carteira como raramente se viu neste país: qualquer exame de laboratório mostra que está aí, quando se raspa o verniz da propaganda, o DNA de sua passagem pela política nacional”. Leia a íntegra na seção Feira Livre.

04/12/2012

 às 16:36 \ Direto ao Ponto

Ucho Haddad: ‘Quem disse que Rosemary Noronha era namorada de Lula não foram setores da imprensa, mas a própria’

Trecho do artigo publicado no Ucho.Info: “Lula não é John Kennedy e Rosemary nem em sonho é Marilyn Monroe”Leia a íntegra na seção Feira Livre.

03/12/2012

 às 23:25 \ Direto ao Ponto

Herança maldita é a que o Amo e Senhor de Gilberto Carvalho legou à gerente de araque

Desde que abandonou o seminário para colecionar pecados na seita lulopetista, Gilberto Carvalho nunca deixou de figurar no G4 do campeonato nacional da vassalagem. Com a chegada de dezembro, o secretário-geral da Presidência resolveu buscar o título de 2012  enrolado nos lençóis e travesseiros em que se meteu seu Amo e Senhor. Nesta segunda-feira, achou uma boa ideia ressuscitar a  “herança maldita” que Fernando Henrique Cardoso teria legado a Lula.

Segundo a caixa-preta abarrotada de informações que dão cadeia, foi Lula quem fundou a Polícia Federal, pariu a Procuradoria-Geral da República e inventou o combate à corrupção. “Antes havia um engavetador-geral”, recitou. “Com o presidente Lula começamos a ter um procurador, com toda liberdade. E a Polícia Federal agora tem autonomia para investigar”.

“A impressão de que há mais corrupção agora não é real, o que há mais agora é que as coisas não estão mais debaixo o tapete e a Polícia Federal e os órgãos todos de vigilância e fiscalização estão autorizados, e com toda a liberdade garantida pelo governo, quero insistir nisso, não é uma autonomia que nasceu do nada, porque antes não havia essa autonomia, nos governos Fernando Henrique não havia essa autonomia”, desandou em dilmês primitivo o coroinha que virou porteiro de cabaré.

O troco de FHC veio em menos de duas horas. “Eu tenho 81 anos mas tenho memória. Esse senhor precisava pelo menos respeitar o passado, até o dele, e não continuar dizendo coisas levianas”, retrucou o ex-presidente. (Foi elegante demais: sabujos vocacionais não têm passado a respeitar). “Estou cansado de ouvir leviandades de quem está no governo e aproveita para lançar pedra no passado”.

Em seguida, FHC mirou na testa de Gilberto Carvalho ─ e, previsivelmente, atingiu Lula abaixo da linha da cintura: “Herança maldita está ai, recebida pela presidente Dilma”. Para provar que a Polícia Federal agiu com inteira autonomia durante o seu governo, Fernando Henrique invocou dois exemplos que os costureiros da aliança governista preferem esquecer.

“Tanto era independente que houve senadores algemados e governadora de estado irritada porque seu gabinete tinha sido invadido, pois havia dinheiro e não se sabia de onde vinha”, lembrou. As algemas imobilizaram as mãos do senador Jader Barbalho, que Lula beijou. A governadora do dinheiro que caiu do céu do Maranhão é a companheira Roseana Sarney.

Fernando Henrique poderia, amparado na reportagem publicada por VEJA, ter incluído na verdadeira herança maldita também a economia debilitada pela inépcia do antecessor falastrão ─ e, de dois anos para cá, administrada com exemplar incompetência pela dupla formada por uma supergerente de araque e um profeta de hospício. Tais cautelas são sempre recomendáveis. Gilberto Carvalho é suficientemente pusilânime para ter coragem de debitar na conta de FHC até o PIB centro-africano do terceiro trimestre.

No cartório em que foi registrado por seu criador, o Brasil Maravilha avança em marcha acelerada para o portão do clube das superpotências. Visto de perto, está com jeito de Bolívia e cara de Lula. Principalmente quando contemplado de frente e de perfil, como se deve fazer com casos de polícia.

(por Augusto Nunes)

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Fonte:
Blog Augusto Nunes (veja.com.br)

1 comentário

  • Maurício Carvalho Pinheiro São Paulo - SP

    Oh Nunes !! Voce que é bem enfronhado na midia em geral,

    já pensou se alguém achasse nos arquivos, UMA FOTO DOS SRS.GIBA, MARCOS VALÉRIO, JOSÉ DIRCEU, DILMA E O MIDAS DA SUJEIRA, juntos ??? Valeria muito mais que ouro !!!!!!!!! Escarafunche aí nos arquivos !! Prestaria o maior serviço à nação mostrando todos os bandidos juntos !!! A quadrilha enfim !!!

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