Preço do potassio tem espaço para altas, preve empresa de fertilizantes russa

Publicado em 17/06/2013 06:03 e atualizado em 17/06/2013 11:21 683 exibições

A russa Uralkali, a maior mineradora de potássio do mundo em produção, vê espaço para aumento dos preços globais de fertilizantes sem atrair novos competidores para o mercado, disse o presidente-executivo da empresa nesta sexta-feira. Potencial novo concorrente, a BHP Billiton está avaliando o desenvolvimento da mina Jansen de 8 milhões de toneladas ano no oeste do Canadá, que poderá se tornar a maior mina de potássio do mundo. Alguns poucos produtores estabilizados neste mercado mantêm os preços do potássio entre 450 dólares a 500 dólares por tonelada, cerca de três vezes o custo de produção, mas ainda baixo o suficiente para barrar a entrada de novos entrantes, disse Oleg Petrov, Uralkali em entrevista.

Os potenciais concorrentes veem oportunidades em meio à demanda crescente por fertilizantes para alimentar uma população cada vez maior e com mais renda. Mas, nos preços atuais, o investidor não consegue saber se novos projetos (chamados "greenfields") podem dar retorno, disse Petrov. "Para começar uma nova produção, os preços de potássio precisam estar acima de 500 dólares por tonelada no portão da mina e em cerca de 600 dólares por tonelada no mercado", disse Petrov.

A BHP tomará a decisão final no próximo ano financeiro, que começa em 1º de julho.  A mina Jansen poderia ser aberta em 2017. Os produtores globais de potássio produzem atualmente a cerca de 80 por cento de sua capacidade para manter os preços sustentados. A capacidade da Uralkali é de 13 milhões de toneladas, enquanto a previsão de produção é de 9,5 milhões a 10,5 milhões de toneladas. A companhia, controlada pelo bilionário russo Suleiman Kerimov, é a segunda maior em capacidade atrás da canadense Potash Corp of Saskatchewan Inc.

O Brasil importa cerca de 90 por cento de sua necessidade total de potássio para produção de fertilizantes. Até maio, as importações brasileiras dos nutrientes NPK (nitrogênio, fósforo e nitrogênio) cresceram mais de 30 por cento, para 7,63 milhões de toneladas.

 

YARA ADIA EXPANSÃO DE FÁBRICA DE FERTILIZANTES NO CANADÁ


A Yara adiou a expansão da sua fábrica de fertilizantes no Canadá, com o aumento de custos e o excesso de oferta no mercado reduzindo a viabilidade do projeto, estimado pelos analistas em 2 bilhões de dólares. Listada em Oslo, na Noruega, a maior fabricante mundial de fertilizantes nitrogenados disse nesta sexta-feira que não desistiu de expandir as atividades da unidade instalada em Belle Plaine, Saskatchewan, mas que as condições de mercado devem mudar para que o plano possa ser colocado em prática.

O valor dos projetos de nitrogênio vêm subindo de 10 a 20 por cento ao ano nos Estados Unidos ao longo dos últimos anos, com uma série de projetos de empresas químicas e de fertilizantes impulsionando custos associados, de engenharia à construção, dizem os analistas. O projeto previa a adição de 1,3 milhão de toneladas de ureia e 300.000 toneladas do produto combinado NPK à capacidade da fábrica até 2016. Hoje, a unidade de Belle Plaine produz 0,7 milhão de toneladas de amônia e 1,2 milhão de toneladas de ureia e nitrato de amônia de ureia.

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Reuters

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