Na VEJA: Campanha 'antibanqueiros' de Dilma espanta investidores da Bolsa

Publicado em 11/09/2014 06:24 e atualizado em 12/09/2014 15:07 1114 exibições
Ações das principais instituições financeiras listadas na BM&FBovespa acumulam queda desde que a presidente iniciou movimento crítico a bancos no programa eleitoral (na veja.com)

Desde segunda-feira a presidente Dilma tem se apropriado do discurso petista dos anos 1980 de que os bancos são o inimigo a ser combatido. Tanto em campanha na rua quanto em seu programa eleitoral na TV e no rádio, a candidata passou a valer-se da estratégia de associar banqueiros à causa dos males que atingem a população. A intenção é atingir a candidata Marina Silva (PSB), que tem em sua equipe Neca Setúbal, acionista do banco Itaú. Dilma também se apropriou de um dos pontos do programa de governo de Marina, a autonomia do Banco Central, para desferir críticas. Para a candidata, um BC autônomo será gerido em prol dos interesses de banqueiros. Resultado dessa retórica é que não só o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, despencou quase 6% neste início de setembro, como as ações dos bancos também sentiram o baque. Temendo maior interferência do governo no sistema financeiro caso Dilma se reeleja, investidores fugiram dos papéis das principais instituições bancárias desde segunda-feira.

O Banco do Brasil foi o mais impactado. Apenas nos últimos três dias, perdeu mais de 10% de seu valor de mercado. A queda se atenua para 9% se forem considerados os primeiros dez dias de setembro. No caso do Bradesco, a queda de segunda a quarta chega a 8%. No acumulado de setembro, é de 6,8%. Itaú, Santander e BTG Pactual também acompanharam a tendência de queda ao longo da semana. No mês, as ações do Santander foram as únicas a subir. Os bancos só não perdem no acumulado do mês em queda para a Petrobras, cujo valor de mercado recuou 10,3%.

Efeito Dilma nas ações dos bancos

Banco doBrasilBradescoBTGPactualItaú-9%-8%-7%-6%-5%
De 1 a 10 de setembro na BM&FBovespa

 

 

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Pesquisas eleitorais —Não bastasse a retórica temerária da presidente, que, aliás, já havia sido superada pelo PT desde as eleições de 2002, investidores iniciam movimento de saída da bolsa temendo que o pleito seja vencido por Dilma. Segundo a Reuters, profissionais do mercado financeiro citaram rumores de que o levantamento Datafolha que será divulgado nesta quarta-feira mostrará Dilma à frente de Marina na simulação de segundo turno. "Esse equilíbrio nas intenções de votos no segundo turno causou certa decepção, porque se imaginava uma resiliência maior da margem da Marina frente a Dilma. Alguma acomodação era esperada, mas foi muito rápido", disse o gestor na NP Investimentos Julio Erse. Pesquisas da CNT/MDA e Vox Populi divulgadas ao longo da semana também mostram Dilma e Marina empatadas.

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A menor chance de reeleição de Dilma indicada em pesquisas a partir de meados de agosto vinha impulsionando a Bolsa, entre outros fatores, por expectativas de menor intervenção em empresas estatais e em alguns setores da economia. Essa tem sido a mensagem passada tanto por Marina quanto por Aécio Neves (PSDB). Mas, desde que levantamentos passaram a mostrar um quadro mais disputado, parte dos investidores, particularmente locais, passou a embolsar lucros e reduzir posições. Após subir quase 10 em agosto%, o Ibovespa acumula queda de 5,4% em setembro até esta quarta-feira.

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Banco Central — Em propaganda eleitoral de 30 segundos produzida pelo marqueteiro João Santana, que começou a ser veiculada nesta terça-feira, o PT lançou mão das retóricas de pobres contra ricos, negros contra brancos e banqueiros contra o povo para ilustrar a ideia de que dar autonomia ao Banco Central é o mesmo que entregar o órgão aos donos de instituições financeiras. A crença deturpada que a presidente tem em relação ao papel do BC foi destrinchada dias atrás no site Muda Mais, patrocinado pelo partido. Nesta quarta-feira, Dilma replicou com todas as vírgulas a cartilha adiantada pelo Muda Mais: a petista afirmou que a autonomia do Banco Central causará aumento das taxas de juros, desemprego e redução de salário para os brasileiros.

Entrevista: Maílson da Nóbrega

'Ninguém com credibilidade vai aceitar cargo de ministro submisso'

Segundo o ex-ministro da Fazenda, se Dilma se reeleger, será desafio encontrar economista renomado que aceite substituir Mantega

Ana Clara Costa
Maílson da Nóbrega, economista

Maílson da Nóbrega, economista: Dilma sinaliza BC menos independente caso se reeleja (Cláudio Gatti/VEJA)

A saída do ministro Guido Mantega de um possível segundo mandato da presidente Dilma foi confirmada na segunda-feira. Mas, segundo o economista da Tendências Consultoria e ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega, a dança da cadeira terá sido em vão. As razões para tal constatação foram escancaradas nas últimas movimentações da presidente Dilma Rousseff em sua roupagem de candidata. Dilma não só manteve sua palavra em relação à continuidade de políticas de estímulo à indústria, como também intensificou o discurso contra a independência do Banco Central. "Ninguém de nível, respeito e credibilidade vai aceitar o posto de Mantega para trabalhar num governo em que o ministro da Fazenda é uma peça decorativa. Quem for o novo ministro terá de saber que trabalhará de forma submissa. Se for presidente do BC, terá de saber que é sem autonomia. Um fantoche que executará as vontades da presidente", afirmou Maílson, em entrevista ao site de VEJA.

Em propaganda eleitoral de 30 segundos produzida pelo marqueteiro João Santana, que começou a ser veiculada nesta terça-feira, o PT lançou mão das retóricas de pobres contra ricos, negros contra brancos e banqueiros contra o povo para ilustrar a ideia de que dar autonomia ao Banco Central é o mesmo que entregar o órgão aos donos de instituições financeiras. A crença deturpada que a presidente tem em relação ao papel do BC foi destrinchada dias atrás no site Muda Mais, patrocinado pelo partido. "O que foi feito em relação a esse tema sinaliza que, caso ela se reeleja, a atuação do BC será pior do que foi até agora", explica Maílson. Leia trechos da conversa.

A saída do ministro da Fazenda foi anunciada não pela presidente, mas pela candidata. Que mensagem esse movimento transmite aos observadores da economia brasileira?
Trata-se de uma situação curiosa, sobretudo a reação do ministro. Em vez de passar o recado de que estava chateado, Mantega deveria ter ficado calado. Afinal, é natural que, mesmo numa reeleição, um chefe de governo renove sua equipe. Sobretudo no caso do Brasil, em que fracassou a reviravolta na gestão da política econômica proposta pelo governo. Se a política fracassa, é natural que se busque renovação. Por outro lado, sabe-se que a percepção de como conduzir a economia é da própria Dilma, não apenas do Mantega. Portanto, mesmo com um novo ministro, não deve haver mudança expressiva na economia.

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Se a própria presidente afirmou que, caso se reeleja, manterá a mesma política econômica, qual é o objetivo de sinalizar mudança de time?
A política econômica atual revela preferências ideológicas de Mantega e Dilma. O eleitorado acreditou no que foi prometido, e isso é legítimo. Se vai dar certo, é outra história. E, particularmente, acho que já deu errado. O cenário para a política econômica está dado. A presidente já disse que não acredita na autonomia formal do Banco Central. Portanto, está claro que o BC só terá autonomia para decidir sobre a inflação caso haja risco de perda de popularidade. Ela acha que autonomia significa entregar o BC aos banqueiros, e isso pode ser visto na propaganda eleitoral. Mesmo que isso seja fruto de uma campanha sórdida e desonesta, não deixa de refletir a visão de mundo dela. O João Santana (marqueteiro de Dilma) produziu a peça publicitária sobre os banqueiros para atingir um público que tem preconceito contra bancos, associando o imaginário popular com a visão de mundo da presidente. Com isso, ele deseduca e presta um enorme desserviço. Em nenhum lugar do mundo a autonomia do BC significa entregar o órgão a um banqueiro. O que foi feito em relação a esse tema sinaliza que, caso ela se reeleja, a atuação do BC será pior do que foi até agora. Portanto, não adianta a dança da cadeira.

Aderir a um governo cuja política econômica é fracassada é um risco para a imagem do economista que almeja o cargo de ministro?
Acredito que há milhares de economistas que gostariam de disputar o cargo. Mas nenhuma pessoa de nível, respeito e credibilidade vai aceitar o posto de Mantega para trabalhar num governo em que o ministro da Fazenda é uma peça decorativa que cumpre ordem da presidente. Quem for o novo ministro terá de saber que trabalhará de forma submissa. Se for presidente do BC, terá de saber que é sem autonomia, um fantoche que executará as vontades da presidente.

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A reação do BC às críticas do economista Alexandre Schwartsman evidencia essa falta de autonomia?
Há uma percepção de que a reação do BC foi imposta. Nunca o BC havia reagido a esse tipo de crítica. Ao reagir, dá vários sinais negativos. O primeiro é de que ele se incomoda com críticas. O segundo é que atribui uma interpretação ainda mais negativa às palavras. Ninguém saberia sobre o que o Alexandre Schwartsman disse ao Correio Brasiliense se não houvesse essa ação na Justiça. E, em terceiro lugar, a autoridade monetária acaba colocando de lado sua função básica, que é preservar a estabilidade da moeda. A realidade é que ele fugiu desse padrão. A reação do BC foi de intolerância e autoritarismo contra uma pessoa de alta reputação. É lamentável.

A política econômica vigente beneficiou diversos segmentos que continuam indo mal e reclamam justamente das políticas de estímulo. Por que essa constatação não instiga em Dilma uma mudança de rumo?
Acho importante dizer que a presidente não é desonesta em suas ideias. Ela tem convicções como qualquer outra pessoa. O problema é que ela é presidente. E suas convicções perderam a validade há 30 ou 40 anos. Conteúdo nacional é um conceito da época da economia fechada dos anos 1950 e 1960. Mas certamente há grupos de interesse que aplaudem e estão de pleno acordo com esse tipo de política, que é a do capitalismo de compadres. O que temos hoje é o que há de mais atrasado em política industrial, mas ela acredita ser o correto. Hoje, as empresas que estão no Brasil buscam mais renda do que lucro. O futuro delas depende muito mais de ir a Brasília. Como a indústria perdeu competitividade, por instinto de sobrevivência preferem servir ao governo. E isso é ruim porque é uma visão de mundo em que o governo escolhe o ganhador. Não são premiados os que têm capacidade de gestão, inovação e ousadia. 

Mas tais problemas ainda não chegaram ao cotidiano do eleitor.
Não, porque o eleitor mediano vota olhando seu bem-estar. Ele está apostando que o futuro governo vai preservar seu nível de renda ou emprego, e não se vai ampliar a política industrial, monetária, ou melhorar o equilíbrio fiscal. São expressões que estão distantes do homem comum. E isso não é só no Brasil. O que elege um governante é um conjunto de circunstâncias onde está presente a emoção. E essa influência varia conforme os níveis de educação e cultura de um país, além do papel da imprensa.

Por que o eleitor associa a melhora da vida ao governo vigente, e não à sua própria capacidade de trabalho?
Esse pensamento está muito arraigado. Há 100 anos, só tinha um futuro quem tivesse acesso a algum governo. Hoje, em Brasília, a atividade mais intensa da população ativa é prestar concurso porque isso garante segurança e renda. Promessas eleitorais de aumento da aposentadoria e do salário mínimo são sempre populares, pois ajudam a elevar a renda. Mas de que adianta isso se, por outro lado, a inflação corrói a renda? Mesmo assim, estamos avançando. E esses avanços levam décadas. Podemos avançar em marcha lenta, mas acho difícil regredirmos.

Dilma considera Meirelles na Fazenda

Interrompemos a programação eleitoral de satanização dos banqueiros para o seguinte comunicado: a Presidente Dilma considera levar um deles ao Ministério da Fazenda, caso seja reeleita.

Esquentaram nos últimos dias as conversas que podem levar a um convite de Dilma a Henrique Meirelles, o ex-presidente do Banco Central no Governo Lula e que fez carreira no antigo BankBoston.

Quem está fazendo a ponte é o ex-presidente Lula, que convenceu Dilma de que é preciso acalmar os mercados, sob pena de perder a eleição.

O convite pode ser feito nos próximos dias, na reta final do primeiro turno, ou entre o primeiro e o segundo.

A Presidente também quer um nome do mercado financeiro na diretoria internacional do BC, para “vender melhor o Brasil mundo afora,” nas palavras de uma fonte do governo.

Trata-se de uma inflexão delicada para a Presidente. Ceder demais na direção do mercado hoje é admitir que a “nova matriz econômica” fracassou. Por outro lado, insistir no confronto pode ser fatal. Daí o envolvimento de Lula, que teria iniciado as sondagens. A Presidente está tateando o assunto e pode ser mais incisiva nos próximos dias.

Por Geraldo Samor

Antes do Datafolha, mercado já atenuava as surpresas

No meio da tarde de ontem, a Bovespa já estava caindo 1,74% e o dólar subia, 0,35%. É o efeito-pesquisa. O mercado financeiro  adiantava-se a seus efeitos desde ontem. Boa parte dos bancos encomenda pesquisas aos borbotões aos institutos. Sabem, portanto, com pouca margem de erro, o que o Datafolha de hoje (ou o Ibope de manhã) dirá. Algo como: diminuiu muito a vantagem de Marina sobre Dilma na simulação do segundo turno. E aumentou a dianteira de Dilma sobre Marina no primeiro turno.

Surpresa mesmo somente para os pobres mortais. O mercado financeiro está bem informado graças às pesquisas clones que encomenda.

Por Lauro Jardim

 

A turma de Sarney

Sarney e seus aliados

Sarney e seus aliados

José Sarney está vendo a hegemonia de seu clã ir para o vinagre no Maranhão. No Amapá, embora tenha desistido de tentar a reeleição por medo de ser derrotado, Sarney continua atuando.

Os principais aliados do peemedebista ostentam fichas criminais de respeito ou, na melhor das hipóteses, episódios para lá de constrangedores.

Na semana passada, Sarney posou para uma foto com sua turma da pesada em Macapá. Ao seu lado, da esquerda para a direita, estão:

Moisés Souza (PSC), deputado estadual e candidato à reeleição. Como presidente de Assembléia Legislativa do Amapá, foi afastado da cadeira por suspeitas de corrupção;

* candidato a governador pelo PDT, Waldez Góes, preso numa operação da Polícia federal em 2010, acusado de integrar uma quadrilha de desvio de dinheiro da educação;

Gilvam Borges, do PMDB, tenta voltar ao Senado. Borges, quando era senador, empregou sua mulher e sua mãe no gabinete e justificou a escolha: “Uma dorme comigo e a outra me pariu”;

Roberto Góes, ex-prefeito de Macapá do PDT, que também foi preso pela PF no exercício do mandato, em 2010, e agora tenta uma cadeira de deputado federal.

Por Lauro Jardim

 

Schwartsman reage com ironia ao BC: fica, Guido!

Schwartsman: o que fazer se são umas bestas mesmo?

O episódio envolvendo o Banco Central e seu ex-diretor Alexandre Schwartsman foi um dos mais pitorescos dos últimos tempos. E olha que concorrência não faltou! O BC, conforme Veja divulgou, entrou com uma queixa-crime contra as críticas “difamatórias” do colunista da Folha, o que claramente se configura uma tentativa de intimidação ao direito básico de liberdade de expressão.

As críticas que Schwartsman tem feito à gestão do BC são até leves, em minha opinião. Eu mesmo já acusei seu presidente Alexandre Tombini de ser uma marionete do Planalto algumas vezes, e cheguei a afirmar que não contrataria Guido Mantega nem como meu estagiário.

Em vez de apresentar queixa-crime contra quem critica a equipe econômica de Dilma, o certo seria chamar os “homens de branco” para internar num hospício aqueles que elogiam tanta incompetência. Mas sabemos que muitas vezes os elogios são diretamente proporcionais aos “afagos” recebidos.

Enfim, o fato é que vários dos mais importantes economistas do país assinaram uma petição contra o BC por seu ato arbitrário e autoritário, e parece que a instituição, que pertence ao estado e não ao governo ou a algum partido, já recuou dessa maluquice. Vence a liberdade de expressão.

E Schwartsman, em sua coluna de hoje, dá o troco da melhor forma possível: usando a ironia para ridicularizar ainda mais – se isso for possível – esse bando de incompetentes que tem destruído nossa economia. Diz o autor:

Passei o fim de semana desnorteado. A presidente antecipou a demissão do ministro da Fazenda, que agora que desfruta da inédita condição de ex-ministro em atividade, com consequências funestas para a temperatura de seu cafezinho (pelo que me lembro, o café da Fazenda já era particularmente abominável; frio então…), assim como para qualquer iniciativa que ainda pretenda tomar no campo da política econômica.

Funestas serão também as implicações para minha vida de colunista. Desde que aceitei o convite para escrever uma vez por semana neste espaço, sempre me angustiei com o tema da coluna. Suores frios, insônia, o tique-taque implacável, o cursor piscando na tela em branco… Nestas horas, porém, sempre pude contar com a contribuição inestimável de Guido Mantega: quase toda semana ele me ofereceu, de forma mais que graciosa, ideias para meus artigos, ideias que, francamente, minha parca imaginação jamais atingiria.

Mantega: aqui para vocês, ó!

Em seguida, ele cita alguns exemplos das típicas trapalhadas de Mantega e sua turma, pois recordar é viver. É o retrato do estrago do país em poucos anos. Com ácida ironia, conclui:

Ao contrário da revista “The Economist”, que tempos atrás pediu de forma irônica a permanência do ministro, apelando à psicologia reversa, eu sou franco em meu apelo, ainda mais porque se trata, como se viu, de matéria do meu mais profundo interesse.

Acredito, inclusive, que seria caso de mantê-lo como ministro qualquer que seja o resultado da eleição. Não é que eu deseje o mal do país, mas poderíamos deixá-lo na mesma posição que hoje ocupa, isto é, sem qualquer relevância para a formulação ou execução da política econômica; apenas para nosso entretenimento.

Entendo perfeitamente o ponto: como alguém que chega a escrever até cinco textos diários no blog, a ausência de pauta é sempre uma angústia. Mas no Brasil, felizmente para os colunistas e infelizmente para o povo, pauta é o que não falta com tanto “gênio” no poder. O país afunda, mas ao menos o espetáculo de palhaçadas é garantido…

Rodrigo Constantino

 

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veja.com

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