Na Reuters: Mato Grosso enfrenta 7º dia de bloqueios em rodovias; interdições se estendem

Publicado em 24/02/2015 10:59 e atualizado em 24/02/2015 11:48
116 exibições

LOGO REUTERS

RIO DE JANEIRO (Reuters) - Os bloqueios por transportadores e caminhoneiros em diversas estradas do Brasil foram ampliados nesta terça-feira na principal rodovia no Mato Grosso, maior produtor brasileiro de grãos.

Segundo a concessionária Rota do Oeste, os bloqueios na BR-163, que entraram no sétimo dia nesta terça, interrompem o trânsito de caminhões em Rondonópolis, Cuiabá, Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, Sorriso e, desde às 7h01 desta manhã, também no município de Sinop.

As manifestações, que protestam contra os baixos preços de frete e os custos com combustíveis, estão prejudicando o transporte de cargas e o escoamento de produtos do agronegócio. [nL1N0VX158]

"Com exceção de Sinop, os demais cinco trechos permaneceram fechados para o tráfego de veículos de carga ao longo da noite, sendo permitida a passagem somente de veículos de passeio, ônibus, vans e carretas e caminhões com cargas vivas", afirmou a Rota do Oeste em nota nesta terça-feira.

Segundo a Polícia Rodoviária Federal de Mato Grosso, há atualmente 10 pontos de bloqueio em rodovias do Estado, incluindo trechos nos municípios Diamantino (BR-364) e Primavera do Leste(BR-70).

Algumas cidades do Estado já sofriam com pontos de desabastecimento de combustíveis na segunda-feira, segundo o Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom).[nL1N0VX217]

A dificuldade para o abastecimento das cidades preocupa agricultores do norte do Estado, que temem ficar sem diesel para as máquinas que realizam a colheita de soja. As manifestações ocorrem em um período em que os trabalhos de colheita estão intensos, preocupando compradores e produtores.

 

Colheita de soja no norte de MT tem paralisações devido a protestos

A colheita de soja no norte de Mato Grosso tem paralisações devido a protestos de caminhoneiros em rodovias que interromperam o fluxo de combustíveis, informou nesta terça-feira o Sindicato Rural de Sinop, um dos municípios produtores da principal região sojicultora do Estado.

Alguns produtores da região de Sinop disseram à Reuters que a interrupção da colheita ameaça gerar perdas na safra.

"Podemos perder parte da colheita... sem diesel, não se faz nada em propriedade nenhuma", disse o presidente do sindicato Antonio Galvan.

A Reuters consultou 12 produtores em reunião no sindicato rural.

Dois disseram que estão parando a colheita nesta terça-feira, e pelo menos a metade disse ter diesel apenas para realizar a colheita até o final da semana.

(Por Gustavo Bonato)

Tags:
Fonte: Reuters

Nenhum comentário