China: Importações agrícolas devem subir de 120 mi para 200 mi de t em 10 anos, diz Cofco

Publicado em 22/04/2015 16:30
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O chefe da estatal chinesa Cofco, uma das maiores compradoras mundiais de grãos, falou, nesta semana, sobre os planos da companhia de se tornar uma empresa de capital aberto e consolidar-se como uma potência global no setor. A medida, ainda de acordo com o executivo, traz à luz do mercado a decisão da nação asiática de "relaxar" sua política de autossuficiência alimentar. As informações são do jornal britâncio Financial Times. 

Ning Gaoning, chairman da Cofco, afirmou em uma conferência em Lausanne, na Suíça, que as importações agrícolas da China deverão crescer de 120 milhões para 200 milhões de toneladas na próxima década, com a população do país consumindo mais leite e carnes. "Esse é um período de transformação na China", disse. 

A dieta da população de 1,4 bilhão de chineses mudou com a elevação dos padrões de vida das pessoas acompanhando, principalmente, a evolução da industrialização. Mais carne e laticínios nas mesas exigem do país mais terras agricultáveis e recursos hídricos, o que faz com que a China tenha que focar em aumentar suas importações de grãos para alimentar os rebanhos locais. 

Os ambiciosos planos da Cofco podem colocá-la em concorrência com outras gigantes do mercado como a Cargill e a ADM. "As pessoas me perguntam se seremos compradores ou competidores no futuro. Eu acredito que vamos cooperar, mas às vezes vamos competir. E vamos competir de uma forma muito, muito amigável", disse Ning Gaoning. 

Para Davic MacLennan, chefe-executivo da Cargill, tratou a expansão da Cofco como algo "fantástico". "É transformacional, mas não surpreendente. É um país de mais de um bilhão de pessoas e eles precisam comer", diz. 

E os negócios da Cofco são ainda mais abrangentes. No ano passado, a estatal chinesa gastou US$ 3 bilhões para realizar aquisições no interior, com a participação de 51% em uma joit venture com o grupo de Hong Kong, Noble, e para garantir espaço ainda na holandesa Nidera. 

Tradução: Notícias Agrícolas

Por Carla Mendes

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Fonte: Financial Times

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