Coopercentral Aurora Alimentos reduz operação em duas unidades

Publicado em 01/08/2016 15:31 e atualizado em 01/08/2016 20:12
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Medida temporária atinge 4,5% dos trabalhadores e 13% do abate

A queda contínua do consumo de carnes no mercado brasileiro associada aos elevados custos de produção industrial levaram a Cooperativa Central Aurora Alimentos – terceiro maior grupo nacional do setor – a suspender parcialmente as atividades de duas plantas industriais de aves.

A medida segue orientação da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e busca ajustar a oferta de carnes ao atual nível de consumo, evitando a deterioração dos preços tanto no comércio atacadista.

A primeira unidade a trabalhar em regime de redução foi o FRIGORÍFICO ABELARDO LUZ (FAAL). Em 03 de julho passado, 532 trabalhadores entraram em férias coletivas e retornam nessa quarta-feira (dia 3 de agosto), quando outra turma, com 613 pessoas, entra em férias. Ali, o abate diário de 134.000 caiu para 70.000 frangos.

Nesta semana, a Cooperativa Central anunciou que iniciou a desmobilização de campo para que outra unidade, o FRIGORIFICO AURORA GUATAMBU (FAG), também entre parcialmente no regime de férias em outubro. Esse período é necessário para as etapas de redução prévia da incubação de ovos, alojamento, apanhe etc, de forma que a unidade opera normalmente em setembro e entre outubro com o abate de 120.000 aves/dia reduzido para 60.000.

A paralisação parcial das duas unidades representa 13% do volume de abate diário de aves da Aurora e apenas 4,5% da força total de trabalho da empresa.

“Essas medidas visam garantir a sustentabilidade da empresa e preservar os empregos”, de acordo com os diretores Mário Lanznaster (presidente), Neivor Canton (vice-presidente) e Marcos Antonio Zordan (diretor de agropecuária).

Mesmo com o bom desempenho das exportações, o mercado doméstico está superofertado em todos os tipos de carnes. “Apesar dos preços inflados da carne bovina, a natural opção pelas demais carnes – especialmente aves e suínos – não está se manifestando em nível comercial significativo”, observam.

Por outro lado, a situação mercadológica do milho – principal insumo da cadeia produtiva – continua preocupante. Apesar do recuo de 20% no preço dessa commodity no último mês, seu impacto no custos de produção continua elevado, tanto para produtores rurais quanto para as indústrias de processamento de carnes.

A Aurora aposta na retomada do consumo no último bimestre em razão das festas natalinas e de fim de ano.

 

Aurora esclarece que decisão de reduzir não foi orientação da ABPA

A decisão da Cooperativa Central Aurora Alimentos de suspender parcialmente as atividades de duas plantas industriais de aves, anunciada hoje, é de natureza tática. Diferentemente do que foi informado, não se trata de orientação da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), esclareceu a Assessoria de Imprensa da Aurora.

A seguir, a integra do comunicado desta tarde:

A queda contínua do consumo de carnes no mercado brasileiro associada aos elevados custos de produção industrial levaram a Cooperativa Central Aurora Alimentos – terceiro maior grupo nacional do setor – a suspender parcialmente as atividades de duas plantas industriais de aves. A medida busca ajustar a oferta de carnes ao atual nível de consumo, evitando a deterioração dos preços tanto no comércio atacadista.

A primeira unidade a trabalhar em regime de redução foi o FRIGORÍFICO ABELARDO LUZ (FAAL). Em 03 de julho passado, 532 trabalhadores entraram em férias coletivas e retornam nessa quarta-feira (dia 3 de agosto), quando outra turma, com 613 pessoas, entra em férias. Ali, o abate diário de 134.000 caiu para 70.000 frangos.

Nesta semana, a Cooperativa Central anunciou que iniciou a desmobilização de campo para que outra unidade, o FRIGORIFICO AURORA GUATAMBU (FAG), também entre parcialmente no regime de férias em outubro. Esse período é necessário para as etapas de redução prévia da incubação de ovos, alojamento, apanhe etc, de forma que a unidade opera normalmente em setembro e entre outubro com o abate de 120.000 aves/dia reduzido para 60.000.

A paralisação parcial das duas unidades representa 13% do volume de abate diário de aves da Aurora e apenas 4,5% da força total de trabalho da empresa.

“Essas medidas visam garantir a sustentabilidade da empresa e preservar os empregos”, de acordo com os diretores Mário Lanznaster (presidente), Neivor Canton (vice-presidente) e Marcos Antonio Zordan (diretor de agropecuária).

Mesmo com o bom desempenho das exportações, o mercado doméstico está superofertado em todos os tipos de carnes. “Apesar dos preços inflados da carne bovina, a natural opção pelas demais carnes – especialmente aves e suínos – não está se manifestando em nível comercial significativo”, observam.

Por outro lado, a situação mercadológica do milho – principal insumo da cadeia produtiva – continua preocupante. Apesar do recuo de 20% no preço dessa commodity no último mês, seu impacto no custos de produção continua elevado, tanto para produtores rurais quanto para as indústrias de processamento de carnes.

A Aurora aposta na retomada do consumo no último bimestre em razão das festas natalinas e de fim de ano.

AURORA

A Cooperativa Central Aurora Alimentos obteve, em 2015, uma receita operacional bruta da ordem de 7,7 bilhões de reais, resultado 12% superior ao ano anterior. O resultado líquido do exercício foi de 246 milhões de reais ou 3,5% da receita global. As vendas no mercado interno responderam por 76% da receita bruta (ou 5,8 bilhões de reais) e as exportações representaram 24% do faturamento (ou 1,8 bilhão de reais). A Aurora tem capacidade de abate de 18 mil suínos por dia. Em 2015, abateu e processou 4,5 milhões de suínos, um crescimento de 8,6% em relação ao ano anterior. Sete unidades industriais contribuíram para esse resultado: Chapecó, São Miguel do Oeste, São Gabriel do Oeste, Joaçaba, Sarandi, Chapecó II e Erechim. Com capacidade de abate de quase 1 milhão de aves por dia, a Aurora Alimentos ampliou em 8,3% o processamento de frango no ano passado.  As oito plantas receberam e processaram, no conjunto, 233,2 milhões de aves nas unidades avícolas de Maravilha, Quilombo, Erechim I, Abelardo Luz, Guatambu, Xaxim, Mandaguari e Mais Frango (essa, arrendada).

Fonte: MB Comunicação

2 comentários

  • Dalzir Vitoria Uberlândia - MG

    ONDE LE-SE MAIS BAIO ENTENDA-SE MAIS BAIXO...

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  • Dalzir Vitoria Uberlândia - MG

    Na verdade uma política errada de expansão e anos passados onde a uma distancia de menos de 200 km tinha-se uma estrutura de abate e com ela toda infraestrutura...hoje com custos mais altos e sem muita margem de manobra estão fazendo remendos que se mantida as condições atuais vao a lugar algum...ou seja estão postergando atitudes e que no medio prazo vão ajudar a enterrar mais ainda a situação...ou seja uma estrutura de abate com 500 mil aves dia terão um custo de até 20% mais baio que em 3 de 166.000...é mais velho que andar pra frente...isto vai acontecer com BRF em Videira...Herval...Capinzal...Concordia...e Chapecó....como o lucro em AVICULTURA É PEQUENO E POR GRANDE VOLUME A CENTRALIZAÇÃO É PRIMORDIAL...

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