MS: Capim-amargoso é de um dos maiores problemas do estado e Fundação MS lidera campanha para controle e manejo

Publicado em 27/09/2016 12:44
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Capim-Amargoso

A Fundação MS realizou uma pesquisa buscando o fim do capim-amargoso. Esse é o maior problema para os produtores do estado, tem causado inúmeros prejuízos e ainda exige altos custos para seu controle.  

Sob a liderança do engenheiro agrônomo Dr. José Fernando Jurca Grigolli, que é também pesquisador de fitossanidade, os ensaios foram conduzidos, como explica a fundação, em estações experimentais credenciada no Ministério da Agricultura e os resultados foram obtidos em situações também experimentais. 

No link abaixo, confira detalhes do estudo e as principais conclusões alcançadas, além dos desafios maiores que a entidade já começa a identificar como a implantação de um consórcio anti-amargoso, além do manejo das plantas daninhas e da resistência elevada adquirida pelas plantas aos herbicidas. Veja mais:

>> Campanha Fim-do-Amargoso: Manejo e Controle

Fonte: Fundação MS

3 comentários

  • Cassiano aozane Vila nova do sul - RS

    Esta situação ("MS: Capim-amargoso é de um dos maiores problemas do estado sul-matogrossense") também ocorre no RS com o capim anoni, praga esta trazida da África por um senhor annoni..., ela resiste ao frio, ao calor e secas longas, e já infesta perto de 70% do campo nativo da metade sul do RS; o gado até come o anonni no aperto, por ser até palatável, mas suas fibras gastam os dentes dos animais, e a estrutura de perfilios tambem gera plantas autônomas... e os animais ainda disseminam no pastoreio estercando sementes por todo o campo...

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  • Dante Burin Palotina - PR

    Mundo bom disponibilizarem esse trabalho no site (MS: Capim-amargoso é de um dos maiores problemas do estado)... Parabéns!

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  • Paulo Roberto Rensi Bandeirantes - PR

    Vamos fazer um exercício mental?
    Quando você vai a fazendas antigas, quais os pastos que têm maior incidência de capim amargoso?
    Ou são os piquetes ao redor do curral. Ou são pastos que por comodidade do capataz o gado fica mais tempo para pastorear e, com isto a retirada dos nutrientes são retirados até a exaustão do solo. Com a menor produção do capim, suas raízes vão diminuindo e, consequentemente diminui-se os canais que as raízes fazem no solo, as excreções radiculares e por conseguinte a microvida, a grande responsável pela formação de grumos dos solos, ou em outras palavras, possibilitando a correta aeração do solo.
    Quero deixar claro que esses escritos são somente uns pitacos de um velho matuto, mas é o que minhas vistas cansadas viram nas muitas andanças pelos matos grossos brasileiros.

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    • PAULO ROBERTO RENSIBANDEIRANTES - PR

      Quando você arranca uma touceira de capim amargoso ou do capim cloris, que são pragas equivalentes. Você vai puxando cada perfilho e, este se solta da touceira facilmente com suas raízes individuais, isso indica que na mesma touceira temos indivíduos vivendo individualmente, ou seja cada perfilho tem a sua fisiologia independente do restante. Todos sabem que o glifosato atua na translocação atingindo o sistema radicular. Como as raízes são independentes, as vezes a quantidade do herbicida que atingiu as folhas daquele perfilho não é suficiente para causar a morte daquela planta individual. A touceira pode sofrer 95% de perdas dos perfilhos, mas aqueles 5% vão produzir sementes, dessas surgirão novos indivíduos já com um grau de resistência maior ao glifosato.

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    • LUIZ DE SANTANA JUNIORARACAJU - SE

      Essa praga está em todo o Brasil, até aqui no nordeste, tenho propriedade em zona de transição agreste/sertão, com pouca pluviosidade, de dois anos para cá ele apareceu por aqui e vegeta que é uma beleza, nunca vi tamanha uniformidade, agradeço as informações para boas práticas de Paulo Rensi, mas acredito também que pode se tratar de cepas que tenham bastante resistência ao glifosato e com alto poder de disseminação, acarretando a todos nós um alto ônus.

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    • GETULIO MARCOS PEREIRABUENO BRANDÃO - MG

      Daqui a pouco a Monsanto vai lançar um herbicida eficaz contra esse capim. É uma jogada bem calculada: lançar variedades resistentes ao glifosato, que foram plantadas em todo o país - agora existem plantas invasoras resistentes a ele. Aí vão criar sementes resistentes a outra classe de herbicida. É só ver qual irá perder a patente até 2018.

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    • LUIZ DE SANTANA JUNIORARACAJU - SE

      Getúlio acho melhor não pensarmos assim, em jogadas e criação em laboratórios de cepas resistentes, melhor será procurarmos combater com o menor custo essa praga, mais uma diante de várias que estão para vir, tudo isso é a natureza. é como a pobreza ela é bíblica!

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    • PAULO ROBERTO RENSIBANDEIRANTES - PR

      Sr. Luiz, veja como a cultura de uma sociedade é a consequência dos seus hábitos. Após o termino da 2ª Guerra Mundial em 1945, o grupo Rockefeller financiou um plano do uso de novas tecnologias com o objetivo de aumentar a produção de alimentos nos países em desenvolvimento, o qual foi denominado de "Revolução Verde". Com a implantação desse plano em vários países, o grupo expandiu seu mercado consumidor, fortalecendo a corporação com a venda de pacotes de insumos agrícolas. Lembro-me que os tratores, caminhões e ônibus da Esalq em Piracicaba eram todos made in USA, frutos de doações da Fundação Rockefeller. Naquele tempo, acho que ainda hoje, a formação dos técnicos é realizada sob conceitos ideológicos corporativistas e, sob a pressão de um rolo compressor. Hoje quando você vai fazer uma análise de solo para entender como está sua terra, os parâmetros são: concentrações de cátions, anions, % de areia, % de argila e, outros atributos. Ninguém se interessa qual é estabilidade da sua terra, com relação a presença de grumos, pois são estes que conseguem absorver a água que fica disponível para os vegetais, promovem a densidade correta do solo, tornando possível um maior crescimento das raízes, são eles que dão a estabilidade ao solo, tornando-o resistente as enxurradas e, ELES SÃO PRODUZIDOS PELOS MICROORGANISMOS DO SOLO.

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    • PAULO ROBERTO RENSIBANDEIRANTES - PR

      Continuação... Gostaria de fazer uma analogia. Muitos produtores usam suas Hilux, Mitsubishi, Pajeros e outras marcas, cujos veículos lhes conferem segurança, conforto & "estabilidade". Quando eles olham suas terras, esquecem do item "estabilidade". Será que eles usariam em seus veículos pneus careca, prestes a explodir quando alcançassem a velocidade máxima permitida nas estradas? Pois é, seria a mesma coisa para a lavoura... Será que quando ela atingir o máximo de produtividade que o genótipo tem de potencial, o solo não "explode"?

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    • LUIZ DE SANTANA JUNIORARACAJU - SE

      A grande maioria dos produtores do Brasil, ainda estão há anos luz do praticado nos Estados Unidos e outros centros produtivos, com exceção de poucas ilhas de excelência aqui e acolá, sofremos com as dificuldades inerentes ao nosso sistema, como abastecimento, rodovias esburacadas, pouca e cara oferta de portos, sem contar o desconhecimento e falta de interesse em aplicar novas tecnologias e insumos agrícolas.

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