Ministério quer elevar financiamento de máquina agrícola via Moderfrota para R$7,5 bi

Publicado em 16/11/2016 17:32
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SÃO PAULO (Reuters) - O Ministério da Agricultura negocia com a equipe econômica uma ampliação da linha de financiamentos Moderfrota, destinada à aquisição de máquinas agrícolas, para 7,5 bilhões de reais, disse nesta quarta-feira o secretário de Política Agrícola, Neri Geller, em entrevista à Reuters.

Em seu lançamento, o Moderfrota da safra 2016/17 tinha mais de 5 bilhões de reais em linhas de crédito.

"O Moderfrota é o programa que mais tem demanda. Vamos remanejar os recursos dentro do próprio Plano Safra", disse Geller.

Segundo o secretário, tem havido uma boa demanda por aquisição de máquinas, como tratores e colheitadeiras, uma vez que o país caminha para a colheita de uma safra recorde nesta temporada.

Dados da Anfavea, associação que representa as montadoras, mostraram que as vendas de máquinas agrícolas cresceram 28,4 por cento em outubro ante o mesmo mês de 2015.

Geller não detalhou de quais programas do Plano Safra serão retirados recursos, mas sinalizou que há dinheiro disponível em linhas de apoio à cadeia do arroz e de custeio de lavouras no Matopiba (Maranhão, Piauí, Tocantins e oeste da Bahia).

Ele também não fez previsão sobre uma data para os novos recursos entrarem no mercado, mas disse que o efeito seria imediato, possibilitando a compra de maquinário já para a colheita de verão nos primeiros meses de 2017.

Para produtores rurais com faturamento anual de até 90 milhões de reais, os juros do Moderfrota são de 8,5 por cento ao ano.

Geller disse que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) vai monitorar os preços das máquinas agrícolas, para evitar que a injeção de recursos no setor provoque uma escala de preços.

"Nós vamos ficar muito atentos para financiar o produtor e para não aumentar preços das máquinas", disse o secretário.

(Por Gustavo Bonato)

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Fonte: Reuters

1 comentário

  • DALMO HENRIQUE FRANCO SILVA Dourados - MS

    É impressionante como entra governo, sai governo e a falta de competência impera.

    Sou um pequeno-médio produtor e o que eu preciso é de comercializar bem minha safra e não me endividar comprando mais máquinas. O caminho da comercialização ao meu ver é mais impprtante do que encher o pátio de máquina, e mais, vendendo bem a safra talvez não se precisa fimanciar tanta máquina.

    Isso tá me cheirando mais interesse próprio do que medida concreta para garantir a renda do produtor.

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