Estudo de reestruturação da rede armazenadora da Conab está em análise

Publicado em 04/03/2019 09:40
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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realiza um estudo para definir a reestruturação de sua rede armazenadora. A ideia inicial prevê uma redução em 29% da quantidade de Unidades Armazenadoras (UAs), saindo de 92 para 65. O montante não se refere ao número de imóveis, uma vez que as UAs são formadas por diversos armazéns e estruturas administrativas. Atualmente, a Companhia possui 167 armazéns em operação e, com o plano, espera-se que haja uma queda de 39.

“Esse estudo ainda está em análise, o número será definido posteriormente e existe a possibilidade de mudanças, caso sejam necessárias”, explica o presidente da estatal, Newton Júnior. “Nossa expectativa é aprimorar a capacidade administrativa da rede armazenadora e promover a redução dos custos, além de intensificar a atuação da Companhia tanto nas ações da Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) quanto no suporte ao abastecimento do país”.

Segundo Newton, a Conab não será diminuída com esta ação, e sim buscará atuar de maneira mais estratégica, fortalecendo a empresa nos locais em que opera. O plano também não especifica uma venda ou alienação total. “Existem outras alternativas, como a cessão, que podem ser interessantes para o governo, para o agricultor e para a economia. Isso é que estamos avaliando”, reforça o presidente.

O estudo da reestruturação é resultado de um diagnóstico realizado pela Companhia em toda a sua rede armazenadora, com o objetivo de analisar cada armazém da empresa e identificar sua real necessidade, além de levantar quais os gargalos para garantir o aumento de eficiência das estruturas remanescentes. “Atualmente, estamos estudando e promovendo adequações administrativas e avaliando os números previstos no redimensionamento da Rede de Armazéns da Conab”, afirma Newton.

Patrimônio – Além do projeto de redução das unidades armazenadoras, a Conab já atua num plano de desmobilização de outros 29 armazéns em desuso, herdados pela fusão com a antiga Cibrazen, que ainda fazem parte do patrimônio da empresa. 

Cabe ressaltar que, tanto os armazéns citados inicialmente quanto os que estão em desuso no patrimônio, estão apenas entre as expectativas da Companhia de serem desvinculados, visto que estas ações ainda dependem de definição da Diretoria Executiva, e passarão também pelo ministério supervisor e aprovação do Conselho de Administração da empresa.

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Fonte: Conab

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