Bolsonaro anuncia novas medidas para atender caminhoneiros (Agência Brasil)

Publicado em 15/04/2019 21:11 e atualizado em 16/04/2019 09:02
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O governo federal deve anunciar nesta terça-feira (16) novas medidas para atender o setor de transporte de cargas. O assunto foi tema de uma reunião no Palácio do Planalto, na tarde de hoje (15), segundo informou a Secretaria Especial de Comunicação da Presidência da República, em nota à imprensa. 

Participaram da reunião os ministros Onyx Lorenzoni, da Casa Civil; Paulo Guedes, da Economia; Tarcísio Gomes, da Infraestrutura; Bento Albuquerque, de Minas e Energia;, Santos Cruz, da Secretaria de Governo; e Florano Peixoto, da Secretaria-Geral; além do presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, e do diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP), Décio Oddone. O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Joaquim Levy, participou por meio de videoconferência.

"As questões tratadas serão levadas ao conhecimento da população em entrevista coletiva a ser realizada no dia de amanhã, 16, às 11h, no Palácio do Planalto, onde estarão presentes alguns dos ministros que participaram da reunião na tarde de hoje. Nessa oportunidade, serão anunciadas algumas das medidas adotadas pelo governo em resposta às demandas do setor de transporte rodoviário", informa a nota da Secom. 

A adoção de novas medidas para atender os caminhoneiros ocorre dias depois de a Petrobras suspender um reajuste de 5,7% no preço do óleo diesel nas refinarias, a pedido do presidente Jair Bolsonaro. Em maio do ano passado, a alta no preço do diesel levou à paralisação da categoria, afetando a distribuição de alimentos e outros insumos, o que causou prejuízos a diversos setores produtivos.

No mês passado, a Petrobras havia anunciado que o reajuste no preço do diesel nas refinarias, que corresponde a mais da metade do preço final do produto nas bombas, seria alterado em prazos não inferiores a 15 dias. Além disso, a estatal anunciou a adoção do Cartão do Caminhoneiro, para permitir a compra do combustível a preço fixo durante um período de tempo maior pelos motoristas de carga. A medida, no entanto, só deve valer para os postos de combustível com a bandeira BR.

Para amanhã está prevista uma nova reunião entre técnicos da Petrobras e ministros do governo, dessa vez com a participação do presidente Jair Bolsonaro.

Greve dos caminhoneiros não é bom para ninguém, diz líder do governo (Reuters)

BRASÍLIA (Reuters) - A líder do governo no Congresso, deputada Joice Hasselmann (PSL-SP), afirmou nesta segunda-feira que “obviamente” não é bom para ninguém uma eventual greve dos caminhoneiros e defendeu a decisão do presidente Jair Bolsonaro de ter atuado diretamente para suspender o aumento no reajuste de 5,7 por cento no preço do óleo diesel nas refinarias na semana passada.

“O presidente é absolutamente responsável pelas decisões que tomou. Se ele tomou essa decisão, ele sabe o que está fazendo. Não cabe à líder do governo questionar posição do presidente da República, estou aqui para servir”, disse Joice, em entrevista na chegada do Palácio do Planalto para uma reunião com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni.

Onyx participou nesta tarde de uma reunião com os ministros Bento Albuquerque (Minas e Energia), Tarcísio Freitas (Infraestrutura), Paulo Guedes (Economia), e os presidentes do BNDES, Joaquim Levy, da Petrobras, Roberto Castello Branco, além dos ministros Carlos Alberto Santos Cruz (Secom) e Floriano Peixoto (Secretaria-Geral) para discutir a política de preços do diesel para os caminhoneiros.

A líder afirmou que o presidente está abrindo um canal de interlocução e disse tê-lo visto “bastante preocupado” com o reajuste do diesel que poderia impactar a inflação. Ela disse que ele quer ter todos os números na mesa para avaliar se o eventual aumento é justo. “Tenho certeza absoluta, e vocês podem ter certeza, de que não haverá política intervencionista neste governo”, frisou.

Questionado se a decisão de suspender o reajuste estaria atrelada a uma ameaça de greve de motoristas, Joice respondeu: “Não vou dizer para você que pesa A, B ou C, não é bom para ninguém obviamente uma greve dos caminhoneiros. Por óbvio que não, todos saem no prejuízo, inclusive a categoria dos caminhoneiros”, disse.

“Tudo se resolve com diálogo. Os caminhoneiros, a grande maioria, está com o governo, podemos conversar, dialogar, então se a gente tensionar de uma forma a excluir o diálogo, estamos perdidos. Cabe ao governo dialogar, mas cabe também à categoria dos caminhoneiros dialogar...Estamos numa democracia”, completou.

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Fonte: Agência Brasil/Reuters

1 comentário

  • antonio jose magalhaes de mello cafelandia - SP

    Talvez vocês não saibam, mas os motoristas e transportadores estão sendo massacrados... os preços dos fretes estão apodrecidos, e do jeito que está indo, vai quebrar todo mundo... infelizmente a politica de preços - que impóe negociacóes todo dia - só serve para especuladores e para os transsubaco , aqueles que não tem um caminhão e fica cotando e jogando preços la embaixo, e depois repassam as pequenas empresas, que são obrigadas a carregar para pagar suas dividas..., então eu acho que a politica de PREÇOS MÍNIMOS tem dee existir e ser cobrada das transportadoras que negociam os fretes com as empresas... veja bem, preço minimo é um valor minimo necessário para o transportador fazer aquela rota sem prejuízo ... e isso é justamente o que está acontecendo hoje.. parece que todos querem que tenha greve...por isso tem de acontecer alguma coisa.. espero que essa reunião sirva para alguma coisa, senão já já não vai ter outra saída... greve!!!

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    • GERALDO JOSE DO AMARAL GENTILEIBAITI, PARANA, BRASIL - PR

      Não pode existir preços mínimos em uma economia de livre mercado. O sistema deve garantir liberdade e não garantir renda. Existe um excesso de caminhões no Brasil devido ao louco financiamento de caminhões praticados e a uma economia ainda recessiva. Se cresce a economia, aumenta a demanda do frete e este aumenta seu preço. O mercado sempre se ajusta. Todos estão sofrendo e apertando o cinto de uma forma ou de outra. Se fossemos garantir "preços mínimos" estaríamos criando um "capitalismo sem riscos" que é a antítese da liberdade de mercado. Todos os setores da economia também querem ganhar sem riscos. Os cafeicultores também querem "preços mínimos", e os comerciantes, industriais e de serviços. Chega-se ao absurdo de querer que o Governo Federal "salve um setor" em detrimento de outros. O frete está barato assim como uma enorme gama de outros produtos e serviços da nossa Nação. Estamos em crise econômica, com um deficit nas Contas Públicas monstruoso e os caminhoneiros querem uma "garantia de lucros" em meio à crise... Impossível e impraticável.

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    • ELCIO SAKAIVIANÓPOLIS - GO

      Será que alguma classe, fora a dos camioneiros, iria apoiar uma nova greve?, quando teve a primeira greve os produtores rurais apoiaram, numa segunda greve duvido que possa acontecer este apoio novamente.

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    • GERALDO JOSE DO AMARAL GENTILEIBAITI, PARANA, BRASIL - PR

      Os caminhoneiros defenderam seus interesses de classe. O agronegócio, de forma generosa mas equivocada, deu seu apoio. Os fretes subiram e nós - altamente dependentes deste sistema rodoviário para o escoamento dos nossos produtos - pagamos a conta.

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