Pesquisadoras da Embrapa reafirmam sustentabilidade e vanguarda da produção brasileira no CNMA

"Estamos em um momento em que há muitas técnicas disrputivas na agricultura. Mas acredito que disruptivo mesmo será quando olharmos pro solo como um ser vivo, com toda sua complexidade", afirmou a Dra. Ieda de Carvalho Mendes, pesquisadora da Embrapa Cerrados, durante o 5º Congresso Nacional das Mulheres do Agronegócio. O segundo dia do evento começou dando espaço à pesquisa unindo a saúde dos solos, a pecuária sustentável e o banco de recursos genéticos de plantas determinantes para alimentação e agricultura do Brasil.
Há três meses, a Embrapa lançou uma nova tecnologia para verificar a saúde dos solos brasileiros e a Dra. Ieda a comparou a um "exame de sangue", com uma análise detalhada sobre o comportamento e interpretação de seus valores enzimáticos. O Brasil é pioneiro na tecnologia, que já está bastante avançada para os solos do Cerrado e as pesquisas são ampliadas para mais biomas e também culturas, como café, cana-de-açúcar e as pastagens.
Ainda segundo Ieda, o objetivo é de que práticas como estas estejam cada vez mais acessíveis aos produtores brasileiros, de forma que a saúde dos solos seja mais um índice agroambiental da sustentabilidade da produção agropecuária brasileira. "E isso para mostrar que a agricultura brasileira é reconhecida não só por sua tecnologia de ponto, mas também por seu respeito ao meio-ambiente", diz.
Também abordando as questões de sustentabilidade, Dra. Fabiana Villa Alves, pesquisadora da Embrapa Gado de Corte abordou as mudanças que o setor vem promovendo nos últimos anos de forma a trazer um produto certificado, de qualidade garantida aos consumidores e confirmando a responsbilidade e sustentabilidade da atividade.
"A carne carbono neutro foi uma revolução no setor", afirma a Dra. Fabiana. "O Brasil ao invés de copiar, hoje é copiado". A pesquisadora explicou ainda que a Embrapa segue aprimorando os critérios de certificação que mostram o papel da pecuária como umas das soluções dentro do conceito de mudanças climáticas e emissões de gases do Efeito Estufa.
Hoje, a Embrapa possui como uma das soluções para atestar essa sustentabilidade a CNN - Carne Carbono Neutro - uma marca-conceito que define os protocolos que atestam que a carne bovina foi produzida em sistemas sustentáveis como o ILPF (Integração Lavoura-Pecuária-Floresta), promovendo a redução das emissões de gases como o metano ou até mesmo neutralizadas.
Na sequência, a pesquisadora explicou também que não só a carne está neste processo, mas outros produtos da cadeia pecuária, como o couro carbono neutro. "E essa certificação agrega valor à carne. Hoje já há frigoríficos que pagam mais pela arroba produzida sob protocolos de produção sustentável. Nós vamos além da legislação para garantir a qualidade", diz.
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