Senador Heinze defende criação alternativa viável para o custeio das safras de pequenos produtores
Debater e construir uma alternativa viável, capaz de garantir crédito de custeio para a safra 2021/2022 de pequenos produtores rurais. Foi com esse objetivo que o senador Luis Carlos Heinze reuniu hoje, por meio de videoconferência organizada por seu gabinete, autoridades do sistema financeiro nacional e dos ministérios da Agricultura e da Economia. Entre os bancos com representação no encontro estavam o BNDES, SICREDI, SICOOB e bancos Central e do Brasil. Os pequenos produtores serão os mais impactados pelo corte de mais de R$ 2 bilhões no orçamento do Ministério da Agricultura.
Ainda embrionária, uma alternativa em estudo é promover uma maior concorrência no mercado de financiamento agrícola a partir da pulverização dos agentes concessores de crédito. Com vistas à expansão de mercado e consequente captação de novos clientes, as Fintechs estão de olho numa fatia do mercado agro. Internamente, a estimativa é que conseguiriam atender e gerar pelo menos R$ 1 bilhão em negócios, com taxas de mercado entre 6% e 7,4%.
A eventual entrada das Fintechs no certame de crédito rural não implicará na saída dos agentes públicos, como o Banco do Brasil, que, nos últimos seis anos, respondeu, em média, por 60% das operações. Nos próximos dias o senador Heinze continuará instigando o assunto, por meio de videoconferências com entidades representativas, como CNA, OCB e CONTAG. A ideia é aprofundar o debate e fechar questão sobre o tema.
Devido às despesas estratosféricas do governo federal com a pandemia no ano passado, o orçamento deste ano foi reduzido em todas as áreas. O corte no Plano Safra, onde há previsão de subsídio nas taxas de empréstimos tomados por pequenos produtores, foi de R$ 2 bilhões.
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