SLC fecha compras de insumos e prevê manutenção de margens 'espetaculares' em 21/22
![]()
A SLC Agrícola já fechou em condições favoráveis "praticamente" todas as compras de insumos necessários para a safra 2021/22, que começa a ser plantada em setembro, e prevê a manutenção das margens "espetaculares" vistas em 2020/21, considerando que os preços de commodities como soja e milho estão sustentados, disse presidente-executivo de uma das maiores produtoras agrícolas do Brasil nesta sexta-feira.
Segundo Aurélio Pavinato, a produção de grãos e oleaginosas vendida antecipadamente para a safra 21/22 aponta preços superiores ante a safra passada, em percentuais que já incorporam a produção das áreas arrendadas da Terra Santa e Agrícola Xingu --com esses arrendamentos, a área plantada da SLC aumentará 40%, para 660 mil hectares.
Segundo ele, como boa parte dos fertilizantes foram comprados antes da alta de preços do insumo, o aumento de custo em 2021/22 "será pequeno" em comparação com a colheita deste ano.
"Como temos aumento de preços para a safra 21/22 em relação à safra atual... as margens que temos tido na safra atual (20/21) são espectaculares, e a expectativa é de mantermos esses patamares de margens para a safra 21/22", declarou em teleconferência para comentar resultados trimestrais.
A SLC mais que dobrou o seu lucro líquido no segundo trimestre, a 447,2 milhões de reais, conforme informado na véspera. A margem líquida da operação agrícola foi de 42,8%, versus 34,9% no mesmo período do ano passado.
Questionado por analista sobre problemas em entregas de fertilizantes, em ano em que importações dispararam, Pavinato afirmou que a companhia não foi afetada e não terá nenhuma limitação para começar a plantar no próximo mês, destacando que a antecipação de compras da companhia, que já adquiriu 80% do potássio para daqui a dois anos (safra 2022/23) age como proteção.
O executivo também respondeu questão sobre perspectivas de clima, e destacou que a perspectiva de La Niña fraco, tendendo a neutro para a próxima temporada, traz um cenário "favorável" para a operação da empresa, situada no Cerrado, que geralmente não é afetado pelo fenômeno.
"O que acontece em anos de La Niña é que falta chuva no Sul do Brasil e Argentina, o que acaba sendo favorável para o nosso negócio, porque provoca aumento de preços em função de quebra de safra no Sul e na Argentina", frisou.
Ele pontuou também que a companhia não tem interesse em vender áreas agrícolas e seguirá trabalhando com arrendamentos, já que o ativo tende a se valorizar nos próximos anos diante da crescente demanda global por alimentos e da "escassez de terras em novas fronteiras agrícolas".
Ele avaliou também como adequada a fatia de terras próprias da companhia, que está em torno de 36-37% do total cultivado.
0 comentário
Escolha da semente de soja em tempos de custos tão elevados será determinante para garantia de margem na safra 26/27
Garantia de crescimento da produtividade de soja no Brasil caminha junto da evolução da tecnologia das sementes
Exportadores chineses fazem pouco caso de ameaças dos EUA antes de visita de Trump
Mercado de Trabalho/Cepea: Agronegócio emprega mais de 26% da população ocupada no País em 2025
Mundo multipolarizado, protagonismo da sojicultura e importância da semente pautam a abertura do ENSSOJA 2026
Minério de ferro sobe pelo quarto dia com demanda estável