CNA avalia desafios para criação de fundo nacional de defesa agropecuária

Publicado em 23/09/2021 16:22 110 exibições

Os desafios e as perspectivas para a criação de um fundo nacional para a defesa agropecuária foram tema de live promovida pela Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), na quarta (22).

O encontro virtual foi conduzido pela coordenadora de Produção Animal da CNA, Lilian Figueiredo. Segundo ela, a discussão de um fundo nacional de defesa sanitária é fundamental para o controle e a erradicação de diversas doenças, como brucelose e tuberculose e Peste Suína Clássica (PSC).

“O Brasil já vem trabalhando na retirada da vacina de febre aftosa e no controle de entrada de doenças inexistentes no país, como a Peste Suína Africana (PSA). Criar um fundo é dar mais um passo em busca de um rebanho cada vez mais saudável e de um status sanitário positivo para o país”.

O secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), José Guilherme, afirmou que existem fundos com essa finalidade em funcionamento nos estados e a criação de um fundo nacional privado não pode concorrer com as iniciativas estaduais, que em sua maioria já são bem-sucedidas. O objetivo seria atuar como fundo complementar.

“A obrigatoriedade ou não da contribuição é um ponto que precisa ser discutido com todos os elos da cadeia produtiva. Para isso seria necessário criar uma base legal, em comum acordo com o setor privado, para regular o fundo e definir o formato de arrecadação. Ele não pode ser entendido como mais um tributo para o setor”, disse.

Para o diretor executivo do Fundo para o Desenvolvimento da Pecuária em Goiás (Fundepec/GO), Uacir Bernardes, o setor privado precisa participar ativamente da discussão do fundo nacional. “Essa não é uma ação só de governo. É de toda a cadeia. Todos precisam colaborar para que tenhamos um sistema de defesa sanitária estruturado e que dê tranquilidade aos nossos compradores”.

Segundo Bernardes, o fundo nacional privado é fundamental em casos de emergências sanitárias, já que são necessárias ações imediatas. “O ritmo da iniciativa privada é maior do que o do governo. Então em casos de foco de febre aftosa, por exemplo, nós poderíamos agir rápido para controlar o problema”.

Já o gerente executivo do Fundo Emergencial de Saúde Animal do Estado de Mato Grosso (FESA/MT), Juliano Latorraca, destacou que um fundo nacional atenderia as deficiências de alguns estados que não conseguem montar um caixa com recursos próprios. “A ideia é fazer ações em conjunto, entre fundo nacional e estadual”.

De acordo com Juliano, uma das preocupações com o fundo nacional é com relação à contribuição. “Os produtores já fazem suas contribuições nos estados. Uma alternativa para essa questão seria a participação de outros segmentos e elos da cadeia produtiva, como indústrias exportadoras e de medicamentos”.

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Fonte:
CNA

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2 comentários

  • Namir Bertuol Londrina - PR

    Um modo de tomar dinheiro de quem produz

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    • Rodrigo Polo Pires Balneário Camboriú - SC

      Sim, como sempre, armando seus tranpolins politicos com dinheiro alheio.

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    • Gilberto Rossetto Brianorte - MT

      Dinheiro de quem trabalha para as mãos de quem não trabalha!!!!!

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    • carlo meloni sao paulo - SP

      Nao vamos esquecer que foi a CNA quem criou a Katia Abreu, amiga da Dilma, e hoje defensora de vendas de terras a estrangeiros...

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    • Hilario Bussolaro Cascavel - PR

      Caso a proposta de Kátia Abreu avance, a primeira área que á ser vendida será a raposa serra do sol em RR, ou vcs acham que foi por causa de índios que eles tiraram a posse dos produtores que abriram aquelas áreas no passado..., enquanto é mato (e com difícil acesso) ninguém quer, mas quando a área está pronta todos querem ter o direito a pegar um pedaço ... nosso país não passa para o primeiro mundo devido a essas ações de um povo de pais de quinta categoria...

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    • Aloísio Brito Unaí - MG

      O problema das instituições sindicais (e de tantas outras no País) que representam o Agro é a falta de credibilidade. Mesmo que tenha um bom propósito, a credibilidade dessas instituições está muito abalada. Precisamos fazer um trabalho de renovação da credibilidade através de reeducação e divulgação do propósito, metas e clareza nas prestações de contas. Precisamos resgatar os devidos propósitos, conceitos e serviços dessas instituições, reeducando e educando todos os envolvidos, através de cursos de treinamento comportamental na base do propósito pessoal das pessoas. Implantação de ferramentas para ativar a cultura da responsabilidade social que deve estar além do rendimento financeiro da atividade.

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    • Hilario Bussolaro Cascavel - PR

      Os sindicatos na maioria são formados por pessoas que nunca trabalharam não sabem adiministrar nada, só sabem cobrar os outros pelo que eles não o fazem e só vc ver os metalúrgicos de são Paulo perderam as grandes indústrias só faziam greves e bagunçavam tudo e agora os trabalhadores estão na rua e cadê os sindicalistas vc não vê um tentando ajudar e fácil encomodar quendo se ganha pra isso, aí vem o chorro as montadoras foram em bora e eles ficaram na rua, um mercado de trabalho onde se ganhava muito bem, as demais indústrias com grandes marcas foram para países como china e outros e porque. Não de obra barra, farta, e poucos encargos se não mudar isso essa carga tributária e reforma geral no funcionalismo público não tem país que aguente tantos leitões para pouco leite

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    • Adilson Dilmar Dudeck Cascavel - PR

      Sindicatos sempre foram sinônimo de corrupção. Difícil mudar isso. Sindicalistas são facilmente corrompidos, os que são um pouco mais dificil, são ameaçados.

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    • EDMILSON JOSE ZABOTT PALOTINA - PR

      Com relação ao Sistema Sindical , a opinião do sr. Aloisio é a mais coerente . Os demais argumentam dizendo que se o sistema é deficitário é porque nós somos coniventes , justifico dizendo que, nós todos, quando convidados não participamos e nem incentivamos que nossos filhos se envolvam para uma renovação...

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  • Namir Bertuol Londrina - PR

    Na realidade deve ser mais um modo de extorquir os produtores

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