Figo, lichia e rambotã são alternativas de renda para o semi-árido

Publicado em 02/10/2008 10:56
Renda, emprego e diversificação da oferta de produtos no semi-árido é o objetivo do projeto da Embrapa Meio-Norte para o cultivo de espécies exóticas, a maioria fruteira. A proposta leva em conta a viabilidade econômica dessas espécies, com foco na qualidade do produto, preservação do meio ambiente, além dos aspectos sociais da exploração agrícola. <?XML:NAMESPACE PREFIX = O />

       Na primeira fase, que começou este ano, foram plantados cravo-da-índia, figo, lichia, rambotã, pupunha e caqui. Para 2009, serão incluídas a tâmara, a oliveira, o mangostão e a pimenta-do-reino. 

     O projeto vai até 2011, com orçamento de R$ 109 mil do Banco do Nordeste. Na mesma linha de pesquisa, a tâmara, oliveira, mangostão e pimenta-do-reino serão estudadas. Estão previstas a disponibilização de, pelo menos, duas espécies de fruteiras em condições de atender aos mercados interno e externo e a capacitação de 200 agentes da cadeia produtiva.

      Os estudos são realizados nos municípios de São João do Piauí, no semi-árido, e Alvorada do Gurguéia, faixa de transição entre o semi-árido e cerrado, no sul do Piauí. Nos dois experimentos o desenvolvimento inicial das plantas foi considerado positivo, especialmente da lichia e do figo.

     Fruticultura - O Brasil é o terceiro produtor mundial de frutas, com cerca de 40 milhões de toneladas ao ano, cultivadas em área estimada em 2,2 milhões de hectares, gerando cerca de 4 milhões de empregos. A importação brasileira anual é de 200 mil toneladas, principalmente de frutas exóticas. As exportações alcançam 2% da produção. Estes números representam 25% do Produto Interno Bruto (PIB) do agronegócio.

 

Fonte: Mapa

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